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Três vezes mais comum: Eriksen e o motivo de ataques cardíacos em jogadores de futebol

A morte súbita em jogadores de futebol é mais comum do que se supõe. Afeta um em cada 266 jogadores de futebol, de acordo com um estudo realizado pela St. George’s, University of London. Eriksen salvo por um milagre.

Christian Eriksen sufreu uma morte subita
Christian Eriksen sufreu uma morte subita

Christian Eriksen fez o milagre. O futebolista dinamarquês salvou de passar aquela trágica lista de jogadores que morreram repentinamente, em campo, a maioria deles devido a enfartes. O meio-campista de 29 anos sofreu um colapso repentino em uma partida da Euro 2021 no sábado, mas conseguiu sobreviver graças ao tratamento rápido e bem-sucedido da equipe médica. Seu caso é três vezes mais comum do que o previsto.

Os ataques cardíacos estão geralmente associados a pessoas mais velhas, mas muito pouco a indivíduos saudáveis, como atletas, que supostamente foram vítimas de um ataque cardíaco por praticar atividade física e seguir uma dieta saudável.

No entanto, a realidade é diferente. Os atletas, e principalmente os jogadores de futebol, constituem um grupo populacional que pode vivenciar esse tipo de ataque durante sua atividade física, embora também esteja ligado a fatores hereditários ou anomalias congênitas.

(Eriksen sofreu um ataque cardíaco, mas conseguiu se recuperar a tempo. Foto: Agências)

Na verdade, segundo especialistas, existem pessoas com predisposição para ter um evento cardíaco quando estão sob muito estresse emocional e físico, como os jogadores de futebol, por exemplo.

Também em jogadores jovens
Um estudo de 2018 da St. George's, University of London (UK) descobriu que as taxas de mortalidade entre jovens jogadores de futebol são três vezes mais comuns do que se pensava, e doenças cardíacas não detectadas causam morte súbita que afeta um em cada 266 jovens filiados à English Football Association (FA).

De acuerdo con las conclusiones de esta investigación, que ha involucrado a 11.168 jóvenes durante un periodo de 20 años (1996-2016), la mayoría de las muertes se debieron a enfermedades del músculo cardíaco que no eran detectables con el cribado a la edad de 16 anos.

Caso peruano
No Peru, o caso mais lembrado, como recente, é o de Yair Clavijo, do Sporting Cristal. Em 2013, o jogador de 18 anos perdeu a consciência e desmaiou dentro de campo durante a partida contra o Real Garcilaso, em Cusco.

A morte de Clavijo causou grande comoção, pois abriu um precedente no futebol peruano, devido à ausência do desfibrilador, ferramenta que poderia ter evitado a morte da Seleção Sub-20.

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