Indireta para Filipe Luís? Danilo, do Flamengo, resgata vídeo sobre racismo

Publicação de zagueiro rubro-negro deu o que falar nas últimas horas

Danilo em ação pelo Flamengo
Danilo em ação pelo Flamengo
Foto de Leandro Correira da Silva
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A derrota do Clube de Regatas do Flamengo para o Club Atlético Lanús acabou dividindo espaço no noticiário esportivo com um tema ainda mais sensível e urgente: o racismo no futebol. O assunto ganhou força nesta sexta-feira (20), poucos dias depois de Vinícius Júnior voltar a ser alvo de ataques preconceituosos na Europa, reacendendo debates sobre discriminação racial dentro e fora dos estádios.

No ambiente rubro-negro, o zagueiro Danilo decidiu se posicionar novamente sobre o tema. O defensor resgatou um trecho de uma entrevista concedida em 2023, reforçando a necessidade de aprofundar a discussão e ampliar a conscientização. No vídeo compartilhado, Danilo destaca a diferença entre “ouvir” e “escutar”, ressaltando que pessoas brancas precisam desenvolver empatia genuína para compreender a dor histórica e cotidiana enfrentada por pessoas negras.

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Segundo ele, o primeiro passo é escutar com atenção e apoiar quem sofre com o preconceito, antes mesmo de formular julgamentos. O jogador também citou o filósofo Mario Sergio Cortella, de quem se declarou admirador. Danilo lembrou uma reflexão recorrente do pensador: preconceitos — sejam raciais, de gênero ou de qualquer natureza — estão ligados à ausência de senso crítico. Para o zagueiro, quando alguém pratica um ato racista, além de cometer uma agressão, perde a oportunidade de aprender e evoluir.

A publicação teve grande repercussão entre torcedores e internautas. Parte da torcida interpretou a atitude como uma possível indireta ao técnico Filipe Luís, que recentemente gerou polêmica ao comentar um episódio envolvendo Vinícius Júnior. Em declaração pública, Filipe afirmou que o caso poderia ser tratado como “isolado”, ponderando que situações desse tipo muitas vezes se resumem à palavra de um contra o outro. Ele destacou a delicadeza do tema e afirmou que, se houver comprovação de ofensa, o responsável deve arcar com as consequências, mas evitou emitir julgamento direto.

A fala dividiu opiniões. Enquanto alguns entenderam a postura como cautelosa e jurídica, outros consideraram que minimizar episódios de racismo como casos pontuais pode enfraquecer a luta contra um problema estrutural no esporte. A repercussão foi ampliada pelo histórico recente de ataques sofridos por Vinícius Júnior, que se tornou uma das principais vozes contra o racismo no futebol europeu.

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O debate expõe como o tema continua sendo um desafio para clubes, atletas, dirigentes e torcedores. O futebol, por sua dimensão global e influência cultural, acaba funcionando como espelho da sociedade. Quando casos de discriminação vêm à tona, a resposta institucional e individual ganha peso simbólico significativo.

No caso do Flamengo, o posicionamento de Danilo reforça uma linha mais ativa de enfrentamento ao problema, defendendo escuta, empatia e educação como caminhos para transformação. Já as declarações de Filipe Luís evidenciam a complexidade de tratar publicamente de situações que envolvem acusações e possíveis punições.

Em meio a resultados esportivos e disputas por títulos, o episódio mostra que o futebol vai muito além das quatro linhas. A discussão sobre racismo permanece urgente e necessária, exigindo não apenas manifestações pontuais, mas ações contínuas de conscientização e combate à discriminação.

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