O Corinthians entra em campo nesta semana sabendo que mais do que três pontos estarão em jogo. A estreia de Memphis Depay na temporada 2026 pode representar um divisor de águas para o futuro do atacante no clube. Após cinco partidas fora, o holandês deve ganhar minutos nesta quarta-feira (20h), contra o Bahia, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, como parte de um plano estratégico da comissão técnica.
A decisão passa diretamente por Dorival Júnior e pela diretoria do Timão, que enxergam o retorno gradual de Memphis Depay como essencial para tê-lo em condições ideais na Supercopa Rei, domingo, às 16h, diante do Flamengo, no Mané Garrincha, em Brasília. Além da taça, a partida pode pesar na avaliação esportiva e financeira sobre a renovação do contrato do camisa 10, que vence em 20 de junho de 2026.
O retorno de Memphis Depay não acontece por acaso. O atacante passou as primeiras semanas do ano tratando um edema ósseo no joelho esquerdo, problema herdado da temporada passada, além de realizar trabalhos específicos de reequilíbrio muscular. A cautela foi necessária após um 2025 desgastante, em que o jogador atuou no sacrifício nas decisões da Copa do Brasil, segundo o ge.
A ideia da comissão técnica é clara: evitar riscos agora para colher resultados em jogos decisivos. Por isso, o duelo contra o Bahia surge como etapa fundamental antes do confronto com o Flamengo. Esse planejamento conecta diretamente o aspecto físico ao futuro esportivo do atleta, tema que ganha ainda mais peso nos bastidores alvinegros.
A Supercopa Rei é vista internamente como o primeiro grande teste do Corinthians em 2026. Além do prestígio esportivo, a decisão envolve uma premiação milionária, ainda não divulgada pela CBF, o que aumenta a pressão por desempenho imediato. Ter Memphis Depay em campo, mesmo sem ritmo ideal, é considerado um diferencial técnico.
Mais do que a taça, a atuação do holandês pode influenciar diretamente a avaliação sobre sua permanência. O atacante já pode assinar um pré-contrato com outro clube, o que torna cada jogo um termômetro para a diretoria. Esse cenário abre espaço para discussões mais profundas sobre custo-benefício, gancho que leva ao ponto mais sensível da relação entre jogador e clube.
O principal entrave para uma renovação de Memphis Depay é financeiro. O atacante recebe um salário elevado, além de luvas, bônus e premiações firmados na gestão do ex-presidente Augusto Melo. Dirigentes da atual administração, liderada por Osmar Stabile, avaliam que os custos são altos demais para o planejamento de 2026.
O orçamento do Corinthians prevê uma redução de R$ 6,2 milhões mensais na folha salarial no próximo ano, e o contrato do holandês pesa significativamente nessa conta. Sem caixa para honrar bônus e premiações nos prazos, o clube precisou negociar o parcelamento de uma dívida em torno de R$ 23 milhões com o jogador, situação que torna o debate ainda mais delicado.
Publicamente, o discurso é de valorização. O executivo de futebol Marcelo Paz, em entrevista à Rádio Bandeirantes, afirmou que não abriria mão de um craque e destacou a vontade de Memphis Depay em permanecer no clube, desde que haja um ajuste financeiro viável. O tom é de afago, mas nos bastidores o cenário é tratado com cautela.
Desde que chegou ao Corinthians, em setembro de 2024, Memphis Depay soma 65 jogos, 19 gols e 14 assistências, além dos títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. A temporada 2026, porém, pode ser definitiva. A estreia contra o Bahia é apenas o primeiro capítulo de uma história que pode terminar em renovação ou despedida.
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