Série A

Decisão tem dono? Yuri Alberto repete roteiro e vira esperança do Corinthians na Supercopa

Corinthians aposta em amuleto para desafiar o Flamengo na Supercopa

Por Leandro Correira da Silva

Yuri Alberto, atacante do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Yuri Alberto, atacante do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O Corinthians inicia a temporada 2026 sob holofotes e pressão máxima. No dia 1º de fevereiro, o Timão enfrenta o Flamengo na decisão da Supercopa Rei, às 16h, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. Para um duelo que vale taça logo no começo do ano, o clube deposita suas fichas em um velho conhecido de decisões: Yuri Alberto, principal referência ofensiva alvinegra no momento.

A aposta tem motivo claro. O camisa 9 do Corinthians costuma crescer em jogos grandes e chega à Supercopa embalado por gols importantes e pelo status de amuleto em decisões recentes. Mesmo com um elenco em construção, pouco tempo de trabalho após a reapresentação em 3 de janeiro e ajustes ainda em andamento sob o comando de Dorival Júnior, o Timão acredita que a estrela de Yuri Alberto pode ser decisiva diante de um rival poderoso.

Yuri Alberto vira símbolo de confiança em decisões

Os números e o histórico recente explicam por que Yuri Alberto é tratado internamente como esperança do Corinthians. O atacante tem sido responsável por gols em momentos-chave, repetindo um roteiro já conhecido pela torcida: aparecer quando o time mais precisa. O camisa 9 é hoje a principal válvula de escape ofensiva do Timão em jogos grandes.

Esse protagonismo ficou evidente mesmo em atuações coletivas pouco inspiradas. Foi assim na vitória contra o Velo Clube, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, quando o gol salvador saiu apenas nos minutos finais. O desempenho não empolgou, mas o resultado foi suficiente para resgatar confiança e preparar o terreno emocional para o próximo desafio, que leva diretamente à final da Supercopa.

Vitória sem brilho prepara terreno para a Supercopa

O triunfo diante do Velo Clube, no estádio Benitão, em Rio Claro, teve peso estratégico maior do que técnico. O Corinthians fez o básico, venceu como favorito e voltou à zona de classificação para o mata-mata do Paulistão, afastando qualquer clima de instabilidade.

Mais do que o placar, a partida serviu para aliviar a pressão e permitir foco total na primeira grande semana do ano. Antes da Supercopa, o Timão ainda estreia no Campeonato Brasileiro contra o Bahia, o que exige equilíbrio físico e mental. Esse cenário explica por que a comissão técnica prioriza resultado e gestão de elenco, deixando o brilho em segundo plano, algo que conecta diretamente com a estratégia para a decisão.

Dorival Júnior ajusta elenco em meio a mudanças

O técnico Dorival Júnior trabalha sob circunstâncias desafiadoras. Apesar do título da Copa do Brasil conquistado pouco mais de um mês atrás, o Corinthians passou por mudanças estruturais importantes. O elenco ainda não está completo, alguns reforços não foram integrados e o treinador enfrenta dificuldades para repetir escalações.

Dentro desse contexto, rodar o elenco tem sido mais uma necessidade do que uma opção. O calendário apertado obriga o clube a pensar a curto e médio prazo, e a Supercopa surge como um teste de maturidade. Ter um jogador decisivo como Yuri Alberto torna-se, portanto, um diferencial competitivo diante de um adversário mais entrosado.

Supercopa pode consolidar novo roteiro do Timão

A decisão contra o Flamengo representa mais do que uma taça para o Corinthians. Vencer significaria confirmar que, mesmo “aos trancos e barrancos”, o time segue competitivo e capaz de brigar em alto nível. O próprio roteiro da temporada passada, mostra que o Timão cresce em momentos decisivos, mesmo sem encantar.

Se esse padrão se repetir, Yuri Alberto tende a assumir novamente o papel de protagonista. A Supercopa pode não definir toda a temporada, mas tem potencial para marcar o início de um novo ciclo de confiança.

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