Série A

Marcelo Paz faz análise sincera e solta o verbo sobre situação de José Martínez

Meio-campista venezuelano vem dando 'trabalho' para a diretoria alvinegra

Por Leandro Correira da Silva

Marcelo Paz, diretor do Corinthians. Foto: Divulgação/Fortaleza EC)

O Corinthians atravessa um momento típico de início de temporada, ainda em clima de ajustes e observações. Com a pré-temporada em andamento, o técnico Dorival Júnior tem aproveitado os primeiros compromissos do calendário para testar variações táticas, rodar o elenco e oferecer minutos a jogadores que buscam espaço.

Ao mesmo tempo, a comissão técnica adota cautela com atletas mais exigidos no ano anterior, evitando sobrecarga física e possíveis lesões logo nos primeiros meses. No entanto, em meio a esse processo de construção, o clube lida com uma ausência relevante que foge completamente do aspecto esportivo. O volante José Martínez segue sem se apresentar ao Corinthians, não por conta de lesão ou opção técnica, mas devido a entraves burocráticos que ainda não foram totalmente solucionados.

A situação tem gerado incômodo nos bastidores e já começa a preocupar a diretoria, especialmente pelo impacto que a ausência do jogador causa no planejamento da comissão técnica.

Durante entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, Marcelo Paz, recém-chegado ao cargo de executivo de futebol do clube, foi questionado diretamente sobre o caso e não escondeu o desconforto interno. O dirigente deixou claro que o Corinthians esperava contar com o atleta desde o início da preparação e que o atraso foge do padrão considerado ideal para um reforço. Além disso, Marcelo atualizou o andamento do processo documental, explicando que o clube segue trabalhando para resolver as pendências o mais rápido possível, em contato constante com representantes e órgãos responsáveis.

Aspas de Marcelo Paz:

É uma situação incômoda, não posso negar. Soube da não vinda dele no dia em que cheguei aqui, no dia 3. Na apresentação, fui informado de que ele não viria porque havia um problema no passaporte: todas as folhas estavam usadas, então ele precisava fazer um novo”, iniciou.

Ele não podia voar sem o documento, pois não havia onde carimbar. Isso aconteceu na véspera daquele problema na Venezuela envolvendo o presidente Maduro, uma questão política e internacional. Com o espaço aéreo fechado, tudo ficou ainda mais difícil e atrasou o processo para ele conseguir um novo passaporte”, acrescentou.

Estamos dependendo do serviço de emissão de passaporte da Venezuela liberar o documento do Martínez. Ele já deu entrada, o prazo era de oito dias úteis, esse prazo venceu ontem (quinta-feira, desde a última atualização) e o passaporte ainda não está pronto. Não ficou pronto hoje e não sei se estará pronto na segunda ou na terça-feira. Ou seja, ele só pode vir quando o passaporte estiver pronto para que possa voar. Essa é a realidade”, completou.

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