
A volta de Lucas Paquetá ao Flamengo, em um palco de grande visibilidade, acabou sendo marcada por decepção e sentimentos contraditórios. A final da Supercopa Rei, disputada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, tinha todos os ingredientes para uma reestreia simbólica do camisa 20, mas o roteiro acabou sendo bem diferente do imaginado pela torcida rubro-negra. Em vez de protagonismo positivo, o meia terminou a partida associado a um dos momentos mais decisivos — e dolorosos — da derrota por 2 a 0 para o Corinthians, que ficou com o título.
Paquetá foi acionado no segundo tempo, em uma situação já bastante complicada para o Flamengo. A equipe carioca atuava com um jogador a menos desde a expulsão de Jorge Carrascal, ocorrida ainda no fim da primeira etapa. Com inferioridade numérica e precisando buscar o resultado, o cenário exigia não apenas qualidade técnica, mas também lucidez e precisão nos momentos decisivos. Coube justamente a Paquetá a missão de tentar mudar o rumo da final, mas o desfecho acabou sendo frustrante.
Mesmo enfrentando uma marcação intensa do Corinthians, que soube explorar bem a vantagem numérica e controlar o ritmo do jogo, o Flamengo conseguiu criar uma oportunidade clara para empatar a partida. O lance caiu exatamente nos pés de Lucas Paquetá. Dentro da área, frente a frente com o goleiro Hugo Souza, o meia teve a chance de ouro para deixar tudo igual e recolocar o Rubro-Negro na briga pelo título. No entanto, a finalização saiu ruim, sem direção e sem força, facilitando a defesa e arrancando suspiros de incredulidade dos torcedores flamenguistas.
O erro teve um peso ainda maior pelo contexto da partida. O Corinthians vencia por 1 a 0 e começava a sentir a pressão nos minutos finais. Um gol naquele momento poderia mudar completamente o panorama da decisão, tanto do ponto de vista emocional quanto tático. A chance desperdiçada por Paquetá, porém, acabou funcionando como um divisor de águas. Pouco depois, já nos acréscimos, o Flamengo se lançou ao ataque de forma desorganizada, deixou espaços na defesa e viu Yuri Alberto aproveitar a brecha para marcar o segundo gol corintiano, encerrando qualquer possibilidade de reação.
Assim, a oportunidade perdida pelo camisa 20 passou a ser vista como um ponto de virada simbólico da final. O que poderia ter sido o lance da redenção transformou-se no retrato da frustração rubro-negra naquela tarde em Brasília. Para Paquetá, o episódio ganhou contornos ainda mais delicados por causa do peso de sua contratação. O meia retornou ao Flamengo por 42 milhões de euros, valor aproximado de R$ 260 milhões, tornando-se o jogador mais caro da história do futebol brasileiro. Naturalmente, esse investimento elevou as expectativas em torno de sua reestreia e ampliou a repercussão de qualquer erro cometido em campo.
Nas redes sociais, a reação foi imediata. Torcedores rivais não pouparam provocações, ironias e memes, transformando o lance desperdiçado em alvo de brincadeiras e críticas. A cobrança sobre Paquetá, que já era alta antes mesmo de ele entrar em campo, tornou-se ainda mais intensa após o apito final. Para muitos, a chance perdida simbolizou não apenas a derrota na Supercopa, mas também a pressão que o jogador terá de administrar ao longo da temporada.
Apesar do desfecho negativo, a reestreia de Paquetá também deixou claro o tamanho da responsabilidade que ele carrega. Mesmo em um contexto adverso, com um jogador a menos e forte marcação do adversário, foi dele a principal chance do Flamengo na final. Agora, o desafio do meia será transformar a frustração inicial em motivação, recuperar a confiança e justificar, dentro de campo, o investimento histórico feito pelo clube. Para o Flamengo, resta virar a página rapidamente e focar na sequência da temporada, enquanto o Corinthians celebra o título e a eficiência em aproveitar os momentos decisivos da decisão.

01/02/2026

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