O Santos avançou de forma significativa nas últimas horas para sacramentar a contratação do atacante Rony, atualmente vinculado ao Atlético-MG. As conversas evoluíram após reuniões decisivas e o clube paulista já trabalha com a expectativa de fechar o acordo em breve, restando apenas detalhes burocráticos para a conclusão do negócio.
A negociação envolve valores próximos de 3 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 18 milhões na cotação atual, além de metas e bônus previstos em contrato. O vínculo, que já está praticamente alinhado entre as partes, terá duração de três temporadas, reforçando a ideia de que o Peixe vê o jogador como uma peça importante para o seu planejamento esportivo a médio prazo.
Apesar do avanço, a diretoria santista mantém postura cautelosa. Isso porque outros clubes do cenário nacional demonstraram interesse no atacante, com destaque para o Corinthians, que chegou a admitir publicamente que acompanha a situação do atleta. Ainda assim, o Santos confia no acerto construído após reunião realizada na noite de segunda-feira, em Belém, no Pará, entre Alexandre Mattos, executivo de futebol do clube, e Hércules Júnior, empresário de Rony.
A expectativa interna é de que o atacante se despeça do elenco do Atlético-MG já nesta terça-feira. Com isso, a viagem para o litoral paulista deve acontecer até sexta-feira, quando o jogador realizará exames médicos e dará início aos trâmites finais para o anúncio oficial.
Apesar de ter demonstrado interesse em Rony, o Corinthians nunca tratou a possível contratação como prioridade absoluta. Internamente, a diretoria alvinegra conduzia as conversas com extrema cautela, principalmente por causa do impacto financeiro que a operação poderia gerar. Os valores envolvidos eram considerados elevados para a realidade atual do clube, que tenta equilibrar as contas e evitar novos compromissos de risco no orçamento.
Outro fator determinante foi a reação negativa de parte expressiva da torcida corintiana. Identificado com o Palmeiras por sua passagem marcante pelo rival, Rony enfrentava resistência nas arquibancadas antes mesmo de qualquer avanço concreto. A repercussão desfavorável pesou nas avaliações internas, já que a diretoria entende que a aceitação do torcedor é um elemento relevante em negociações desse porte.
Mesmo sem um acordo encaminhado, a situação ganhou contornos mais delicados após o encontro entre o estafe do jogador e dirigentes do Santos. Nos bastidores do Corinthians, a movimentação foi interpretada como “deselegante”, esfriando ainda mais qualquer chance de retomada das tratativas. A partir desse episódio, a possibilidade de o atacante vestir a camisa alvinegra passou a ser vista como remota.
Do lado do Atlético-MG, a postura sempre foi clara e firme. O clube mineiro estabeleceu o valor de 4 milhões de euros — cifra superior a R$ 25 milhões — como condição para liberar o jogador. A diretoria atleticana não demonstrou intenção de facilitar a negociação, apostando no mercado aquecido e no histórico recente do atleta.
Já o técnico Jorge Sampaoli não se opõe à saída de Rony. Pelo contrário, o treinador entende que o ciclo do atacante no clube está próximo do fim e acredita que a negociação pode ser positiva para todas as partes. Com isso, o cenário se desenha favorável para um desfecho longe de Belo Horizonte, enquanto o Corinthians observa à distância e avalia outras alternativas para o setor ofensivo.
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