Corinthians leva chapéu do São Paulo pela contratação de destaque do Brasileirão
Latera-direito foi um dos principais jogadores do último Campeonato Brasileiro
A movimentação no mercado da bola revelou um capítulo curioso envolvendo dois dos principais clubes do futebol paulista. Antes de o São Paulo oficializar a contratação de Lucas Ramon, o Corinthians já havia iniciado contatos com o lateral-direito. O jogador, que despertava interesse por seu perfil competitivo e regularidade, estava no radar do departamento de futebol alvinegro desde os primeiros dias da janela de transferências.
As tratativas entre Corinthians e estafe do atleta ocorreram de forma inicial e exploratória. A diretoria buscava entender as condições de uma possível negociação, avaliando valores, tempo de contrato e viabilidade financeira. Apesar do interesse demonstrado, as conversas não evoluíram para um estágio decisivo. Fatores como alinhamento contratual e prioridades internas acabaram esfriando o avanço do negócio naquele momento.
Como o São Paulo deu esse chapéu?
Foi nesse cenário que o São Paulo entrou com maior objetividade. O clube do Morumbi agiu rapidamente ao perceber a oportunidade de mercado e conduziu as negociações de maneira mais assertiva. O executivo Rui Costa teve papel central na operação, liderando as conversas e buscando alinhar as condições exigidas pelo jogador e seus representantes. A agilidade tricolor foi determinante para superar a concorrência e concluir o acordo em curto espaço de tempo.
Com o avanço do rival nas tratativas, o Corinthians viu a possibilidade de contar com Lucas Ramon se encerrar. Diante disso, a diretoria precisou recalibrar o planejamento e redirecionar esforços para outras alternativas disponíveis no mercado. A posição de lateral-direito era considerada estratégica dentro da montagem do elenco, o que exigiu uma resposta rápida para não comprometer o equilíbrio do grupo ao longo da temporada.
Mesmo após perder o alvo inicial, o Corinthians manteve o monitoramento ativo de nomes para a função. O entendimento interno era de que a reposição precisava acontecer com brevidade, garantindo profundidade ao elenco e opções táticas à comissão técnica. A busca seguiu criteriosa, levando em conta aspectos técnicos, idade, potencial de evolução e encaixe financeiro.
Corinthians contrata lateral para suprir não vinda de Lucas Ramon
Pouco tempo depois, já sob a gestão de Marcelo Paz, o clube fechou a contratação de Pedro Milans. A negociação foi conduzida com discrição e rapidez, evitando novos entraves no mercado. O lateral chegou com a missão de fortalecer o setor e disputar espaço na equipe principal. Internamente, a avaliação foi de que a solução encontrada atendia às necessidades identificadas após a frustração na negociação anterior.
Enquanto isso, Lucas Ramon iniciou sua trajetória no São Paulo de forma promissora. Desde os primeiros jogos, o lateral recebeu oportunidades e mostrou desempenho consistente. Sua adaptação ao novo ambiente foi considerada positiva pela comissão técnica, que passou a acompanhar de perto sua evolução dentro do esquema tático adotado. O atleta demonstrou segurança defensiva e disposição no apoio ao ataque, características que reforçaram a confiança na contratação.
Dentro do clube tricolor, a integração do jogador ao elenco ocorreu de maneira natural. Colegas e membros da comissão destacaram o comprometimento nos treinamentos e a rápida assimilação das orientações técnicas. Esse início animador fortaleceu a percepção de que o investimento foi acertado, consolidando o espaço do lateral no grupo.
Do lado corintiano, a diretoria entende que agiu de acordo com o planejamento traçado para a temporada. Embora a perda de Lucas Ramon tenha exigido ajustes, o clube considera que soube reagir prontamente, encontrando alternativa viável para suprir a demanda. A contratação de Pedro Milans foi vista como solução adequada dentro das condições disponíveis.