A surpreendende confissão de Bap sobre estádio do Flamengo que não alegra a Nação

Dirigente compara gestão do clube com a gigantes europeus

Presidente do Flamengo com premiação da Libertadores. Foto: Getty Images
Presidente do Flamengo com premiação da Libertadores. Foto: Getty Images
Foto de Leandro Correira da Silva
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O Flamengo pode aumentar seus investimentos em até 50% sem comprometer a saúde financeira, segundo afirmou o presidente Bap em entrevista publicada em 2026 ao jornal espanhol AS. A declaração foi feita ao explicar o modelo de gestão adotado pelo clube no Brasil, responsável por receitas recordes e títulos recentes. O dirigente destacou que a estrutura financeira rubro-negra permite ampliar gastos mesmo sem depender diretamente de conquistas esportivas.

A fala ocorreu ao detalhar o desempenho econômico após a temporada histórica de 2025, quando o clube conquistou o Brasileirão e a Libertadores e ultrapassou a marca de 320 milhões de euros em receitas, cerca de R$ 2 bilhões. Segundo ele, o crescimento vem de estratégia comercial, expansão de mercado e gestão eficiente. Apesar disso, para o presidente, estádio próprio não é para agora.

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Estádio próprio não é prioridade agora

Apesar de sonhar alto e citar como referência clubes como o Real Madrid e o Barcelona, o dirigente afirmou que um novo estádio não está nos planos imediatos. O motivo é simples. O clube já possui a concessão do Maracanã por mais 19 anos e tem obtido excelentes resultados financeiros no local.

Segundo ele, construir arena própria exigiria investimento superior a 500 milhões de euros, cerca de R$ 3,1 bilhões, com juros anuais estimados em 75 milhões de euros, aproximadamente R$ 465 milhões. Diante disso, considera mais inteligente manter caixa e investir no elenco. Essa visão resume a filosofia administrativa que sustenta a confiança do dirigente.

Modelo financeiro coloca clube em outro patamar

De acordo com Bap, o Flamengo se comporta como uma empresa global de entretenimento e não apenas como um time de futebol. Ele comparou a estratégia à expansão de grandes marcas mundiais que buscam novos públicos fora de seus países. Para o dirigente, a lógica é clara. Quanto mais mercados o clube alcançar, maior será a receita e a capacidade de investimento.

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Mesmo sem títulos, o presidente afirmou que a arrecadação teria crescido 25% no último ano. Isso indica que o modelo não depende exclusivamente de resultados em campo. Essa estabilidade financeira abre margem para decisões estratégicas mais ousadas, tema que conduz diretamente à discussão sobre gastos e investimentos.

Capacidade de investimento chama atenção

Segundo o dirigente, o Flamengo utilizou apenas 40% da receita do futebol em despesas na última temporada. Em comparação, há clubes brasileiros que gastam entre 80% e 100% do que arrecadam. Esse controle permite ao rubro-negro ter folga orçamentária para ampliar contratações ou projetos sem risco imediato.

Ele afirmou que poderia dobrar os gastos se existisse receita recorrente suficiente. Mesmo assim, ressaltou que não pretende investir apenas porque há dinheiro disponível. A ideia é aplicar recursos somente quando houver retorno esportivo ou estratégico. Esse posicionamento leva ao próximo ponto, a política de contratações.

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Contratações mostram força financeira

O poder econômico recente foi demonstrado logo no início do ano com a contratação do meia Lucas Paquetá, adquirido junto ao West Ham por 42 milhões de euros, aproximadamente R$ 260 milhões. Foi o maior investimento da história do futebol brasileiro, evidenciando a capacidade de ação do clube no mercado.

Mesmo assim, o presidente afirmou que não pretende repetir esse tipo de investimento de forma indiscriminada. Ele explicou que contratar vários jogadores caros não garante títulos e pode comprometer o planejamento. Essa visão estratégica também influencia decisões estruturais, como a construção de estádio próprio.

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