Al-Rayyan oferece R$ 123 milhões por Carrascal e Flamengo bate o martelo sobre o futuro do jogador

Filipe Luis já deu a sua resposta sobre a venda do meia para o Catar

Jorge Carrascal, jogador do Flamengo. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Jorge Carrascal, jogador do Flamengo. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Foto de Leandro Correira da Silva
Autor
Publicado:
PUBLICIDADE

O Flamengo segue irredutível em sua postura de blindar o elenco sob o comando de Filipe Luís e recusou oficialmente uma oferta milionária do Al-Rayyan, do Catar, pelo meia-atacante Jorge Carrascal. A proposta árabe, revelada pelo jornalista Julio Miguel Neto nesta semana, chegou aos 20 milhões de euros (cerca de R$ 123 milhões), mas não foi suficiente para convencer a diretoria rubro-negra a abrir mão do talento colombiano no Ninho do Urubu.

O motivo da negativa reside na importância estratégica do atleta para o restante da temporada de 2026 e no plano de valorização traçado pelo clube e pelo estafe do jogador. Como o Flamengo detém os direitos de Carrascal até o meio de 2029, a cúpula de futebol entende que o momento pede manutenção técnica, visando os títulos continentais e nacionais, em vez de um lucro imediato que desfalcaria o setor ofensivo.

PUBLICIDADE

O investimento e a ascensão de Carrascal

O Rubro-Negro realizou um investimento considerável para tirar o meia do Dínamo Moscou, da Rússia, em agosto do ano passado, desembolsando 12 milhoes de euros (R$ 77 milhões na cotação da época). Desde sua chegada, o colombiano justificou o aporte financeiro ao se tornar titular absoluto na reta final de 2025, sendo peça fundamental na engrenagem tática montada por Filipe Luís.

Mesmo com a forte concorrência interna nesta temporada, o jogador soma oito jogos e um gol marcado, mantendo-se em evidência no cenário internacional. Ser um nome frequente na Seleção da Colômbia eleva ainda mais o status do atleta, que projeta uma vitrine ainda maior nos próximos meses antes de considerar qualquer transferência para o exterior.

O impacto da Copa do Mundo nos bastidores

O estafe de Jorge Carrascal trabalha com uma visão de longo prazo e acredita que a proximidade da Copa do Mundo pode inflacionar o passe do meia-atacante. Por esse motivo, tanto os representantes quanto o jogador só pretendem avaliar uma possível saída do Mais Querido no segundo semestre, focando agora em manter o alto nível de competitividade no Brasil.

PUBLICIDADE

Essa sintonia entre o desejo do atleta e a vontade da diretoria facilita a permanência, mesmo diante de cifras que balançariam muitos clubes brasileiros. O foco total de Carrascal está em consolidar sua posição como um dos melhores estrangeiros do país, utilizando a estrutura do Flamengo como trampolim para chegar ao mundial em sua melhor forma física e técnica.

A gestão do elenco e a chegada de Lucas Paquetá

A estratégia de Filipe Luís para 2026 passa pela rotatividade inteligente do grupo, especialmente após o retorno bombástico de Lucas Paquetá. Com o craque brasileiro no time, o colombiano tem alternado entre a titularidade e o banco de reservas, mas a quantidade exaustiva de jogos no calendário garante que ele terá muitos minutos em campo.

A ideia do treinador é ter dois ou até três jogadores de elite por posição, evitando o desgaste excessivo e mantendo a intensidade ofensiva do Flamengo. Nesse cenário, Carrascal é visto como um "titular de 12 jogadores", alguém que pode mudar o rumo de uma partida vindo do banco ou iniciando entre os onze dependendo da necessidade tática.

PUBLICIDADE

Renovação e valorização de Everton Cebolinha

Seguindo essa lógica de preservação de talentos, o Flamengo também alinhou a renovação contratual de Everton Cebolinha até 2028. O camisa 11, que chegou a ter sua saída especulada recentemente, agora faz parte dos planos de longo prazo e receberá uma valorização salarial para seguir no elenco de Filipe Luís.

Com a manutenção de peças como Cebolinha e a recusa da proposta por Carrascal, o Rubro-Negro sinaliza ao mercado que não pretende se desfazer de seus protagonistas. O objetivo é chegar às fases decisivas das competições com força máxima, provando que o poder financeiro do clube é, hoje, a sua maior ferramenta de sucesso esportivo no continente.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADE