A estratégia de Filipe Luis para convencer Darwin Nuñez a ir para o Flamengo

Falta de camisa 9 acelera negociação com o centroavante uruguaio

Darwin Nuñez, novo interesse do Flamengo para temporada. Foto: George Wood/Getty Images
Darwin Nuñez, novo interesse do Flamengo para temporada. Foto: George Wood/Getty Images
Foto de Leandro Correira da Silva
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A busca do Flamengo por um centroavante ganhou novo capítulo nos bastidores: o clube decidiu avançar nas negociações para contratar Darwin Núñez e aceita pagar até R$ 2,5 milhões por mês ao atacante. A movimentação acontece agora, durante a temporada, no Rio de Janeiro e no mercado internacional, com participação direta do técnico Filipe Luís, que se envolve pessoalmente nas conversas para apresentar o projeto esportivo ao jogador. A investida ocorre porque a diretoria entende que a equipe precisa de um camisa 9 de origem para elevar o desempenho ofensivo.

A decisão surgiu após avaliações internas mostrarem que improvisações no ataque não surtiram efeito. Sem Pedro, o time tem utilizado Bruno Henrique ou outras alternativas fora de posição, o que aumentou a pressão da torcida e da comissão técnica. Diante disso, dirigentes iniciaram contatos para tentar convencer o uruguaio, atualmente no Al-Hilal e com passagem pelo Liverpool, a aceitar o projeto rubro-negro.

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Participação direta do técnico nas negociações

O treinador não atua apenas no campo: ele também participa das tratativas para explicar ao atacante como seria sua função tática e qual papel teria no sistema ofensivo. Essa abordagem pessoal virou marca registrada de sua gestão e já foi usada em outras negociações recentes do clube.

A ideia é mostrar ao jogador que ele não seria apenas mais uma contratação, mas peça central do esquema. Essa proximidade costuma reduzir resistências de atletas que inicialmente hesitam em atuar no futebol brasileiro, fator que reforça a confiança interna de que a negociação pode avançar. E essa confiança está ligada à estratégia financeira montada.

Proposta salarial revela prioridade

O clube admite pagar até R$ 2,5 milhões mensais ao centroavante, valor considerado alto para padrões nacionais e que demonstra o tamanho da aposta. A diretoria acredita que o time saudita pode colaborar arcando com parte do salário para facilitar a liberação e aumentar as chances de acordo.

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Essa disposição financeira evidencia que a contratação de um goleador virou prioridade absoluta. A avaliação interna é de que um finalizador de elite pode transformar o rendimento coletivo e aumentar o poder decisivo em jogos grandes. Esse cenário se conecta ao planejamento esportivo para a temporada.

Pressão esportiva impulsiona a investida

A insistência na contratação não é apenas desejo de mercado, mas resposta direta ao desempenho recente. A ausência de um centroavante de origem fez o time perder referência ofensiva, reduzindo a eficiência nas finalizações e obrigando adaptações táticas constantes.

Com isso, a diretoria entende que a chegada de um atacante com características específicas pode resolver lacunas do sistema. A pressão externa também pesa, já que torcedores e analistas apontam a posição como a principal carência do elenco. Esse contexto explica por que o clube está disposto a negociar intensamente.

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Bastidores mostram estratégia de convencimento

O diretor José Boto deve se reunir novamente com representantes do jogador para apresentar detalhes do projeto esportivo e financeiro. A presença do treinador nessas conversas reforça a tentativa de criar vínculo imediato com o atleta antes mesmo da assinatura.

Essa metodologia já foi utilizada em negociações anteriores com nomes como Emerson Royal e Lucas Paquetá, quando a comissão técnica participou diretamente do convencimento. Agora, o clube aposta na mesma fórmula para fechar com o uruguaio e resolver de vez a lacuna no ataque.

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