Rogério Ceni não escondeu sua insatisfação com a arbitragem durante o confronto entre Bahia e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro de 2026. O treinador afirmou que Erick Pulgar deveria ter sido expulso ainda no começo da partida, quando o placar estava empatado em 0 a 0. Na avaliação do comandante tricolor, o lance merecia cartão vermelho direto, e a decisão de manter o volante chileno em campo poderia ter influenciado o desenvolvimento do jogo.
Rogério Ceni considera que Pulgar deveria ter sido expulso contra o Bahia
A reclamação de Rogério Ceni ganhou repercussão após a entrevista coletiva do treinador, na qual ele demonstrou discordância da interpretação da arbitragem.
O comandante do Bahia foi direto ao avaliar a jogada envolvendo Erick Pulgar. Para ele, a infração justificava uma punição mais severa.
"Pra mim era lance claro de cartão vermelho", declarou Ceni, em fala reproduzida pela TNT Sports Brasil.
O principal argumento do treinador está relacionado ao momento em que aconteceu a jogada. O confronto ainda estava empatado sem gols, e uma expulsão poderia ter alterado completamente a estratégia das duas equipes.
Caso Pulgar tivesse recebido o cartão vermelho, o Flamengo precisaria disputar praticamente todo o restante da partida com um jogador a menos.
Essa situação poderia oferecer ao Bahia uma vantagem numérica importante, especialmente na disputa pelo controle do meio-campo.
Além disso, a possível ausência do volante chileno obrigaria o Flamengo a reorganizar sua estrutura defensiva, abrindo espaços que poderiam ser explorados pelo adversário.
Entretanto, a interpretação de Ceni não significa que tenha sido oficialmente reconhecido um erro de arbitragem.
A avaliação sobre a aplicação do cartão vermelho depende das características da jogada e dos critérios estabelecidos pelas regras do futebol.
Mesmo assim, a reclamação do treinador recolocou em discussão a influência das decisões disciplinares em partidas importantes do Brasileirão.
Flamengo entra em polêmica com a arbitragem e Bahia questiona decisão
A situação envolvendo Erick Pulgar também chama atenção pela importância do volante na organização tática do Flamengo.
O chileno desempenha funções fundamentais na proteção da defesa, na recuperação da bola e na construção das jogadas a partir do meio-campo.
Por isso, uma eventual expulsão logo nos primeiros minutos poderia representar um problema considerável para a equipe rubro-negra.
Do lado do Bahia, Rogério Ceni entende que o episódio merecia uma análise mais rigorosa da arbitragem.
O treinador conhece bem o Flamengo, clube que comandou anteriormente, e sabe como a presença de um jogador com as características de Pulgar influencia o funcionamento coletivo da equipe.
A reclamação também amplia o debate sobre a atuação da arbitragem brasileira em confrontos decisivos.
Embora o uso do VAR tenha sido implementado para reduzir erros em situações relevantes, as interpretações sobre cartões vermelhos continuam provocando divergências entre treinadores, jogadores e torcedores.
No caso específico de Bahia e Flamengo, a discussão gira em torno de uma possível vantagem que o time baiano deixou de receber ainda com o placar zerado.
Para Ceni, a gravidade da jogada justificava a expulsão. Já a decisão tomada em campo permitiu que Pulgar continuasse participando normalmente do confronto.
O episódio promete continuar repercutindo entre os torcedores das duas equipes, especialmente pela possibilidade de que uma decisão diferente tivesse mudado o rumo da partida.








