Agustín Rossi explicou o erro cometido na saída de bola do Flamengo durante a vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro de 2026. O goleiro argentino afirmou que a bola acabou travando no gramado, prejudicando a execução do passe e permitindo que o adversário iniciasse um contra-ataque perigoso. A jogada terminou com uma falta de Erick Pulgar, que provocou reclamações de Rogério Ceni e poderia ter mudado o rumo da partida.
Rossi explica falha na saída de bola e aponta problema com o gramado
O Flamengo conquistou uma vitória importante sobre o Bahia, mas um lance nos primeiros minutos chamou atenção pela possibilidade de comprometer o resultado.
Durante uma tentativa de iniciar a construção ofensiva desde a defesa, Rossi errou um passe e entregou a posse de bola ao adversário.
O Bahia aproveitou a oportunidade para organizar um contra-ataque, obrigando Erick Pulgar a interromper a jogada com uma falta.
Depois da partida, o goleiro argentino comentou o episódio e apresentou sua explicação.
"A bola acabou travando", afirmou Rossi, em declaração reproduzida pelo perfil Gols do Brasileirão.
A justificativa indica que o comportamento da bola sobre o gramado teria interferido diretamente na execução do passe.
A situação também evidencia os riscos da estratégia adotada pelo Flamengo, que procura construir suas jogadas desde o campo defensivo, utilizando o goleiro como participante ativo da circulação de bola.
Quando essa movimentação funciona, a equipe consegue superar a primeira linha de pressão adversária e encontrar espaços para atacar.
Entretanto, um erro próximo da própria área pode oferecer oportunidades perigosas ao adversário.
No episódio contra o Bahia, a falha de Rossi acabou envolvendo diretamente Pulgar, que precisou agir para impedir o avanço da equipe comandada por Rogério Ceni.
Apesar do susto, o Flamengo conseguiu superar o momento de dificuldade e terminou a partida com uma vitória por três gols de diferença.
Erro de Rossi termina em polêmica com Pulgar e revolta Rogério Ceni
A consequência mais discutida do passe errado de Rossi não foi apenas a oportunidade criada pelo Bahia, mas a decisão da arbitragem após a falta cometida por Erick Pulgar.
Rogério Ceni considerou que o volante chileno deveria ter recebido cartão vermelho direto.
"Pra mim era lance claro de cartão vermelho", declarou o treinador do Bahia, em manifestação divulgada pela TNT Sports Brasil.
A reclamação ganhou importância porque a jogada aconteceu quando o placar ainda estava empatado em 0 a 0.
Uma eventual expulsão poderia obrigar o Flamengo a disputar praticamente toda a partida com dez jogadores, modificando completamente o planejamento das duas equipes.
Para o Bahia, a vantagem numérica representaria uma oportunidade de aumentar a pressão ofensiva e explorar os espaços deixados pelo adversário.
Por outro lado, o Flamengo precisaria reorganizar seu meio-campo e compensar a ausência de um jogador importante para o equilíbrio defensivo.
A arbitragem, entretanto, não aplicou a expulsão defendida por Ceni, permitindo que Pulgar continuasse em campo.
O episódio acabou reunindo dois pontos de discussão: a falha técnica de Rossi na saída de bola e a interpretação da arbitragem sobre a falta cometida pelo volante.
Mesmo com a vitória por 3 a 0, o Flamengo deixou o confronto com um lance controverso que poderia ter produzido consequências bastante diferentes.
A explicação de Rossi sobre o gramado também chama atenção para a necessidade de adaptar a saída de bola às condições de cada partida, especialmente diante de adversários preparados para pressionar a defesa rubro-negra.








