Zubeldía manda recado direto para o Flamengo e faz análise sincera sobre vice no Carioca
Rossi brilhou nos pênaltis e rubro-negro se sagrou tricampeão estadual
O Clube de Regatas do Flamengo conquistou o título do Campeonato Carioca após um início de temporada marcado por desafios e frustrações. Antes da conquista estadual, a equipe rubro-negra havia sofrido derrotas em duas decisões importantes: a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana. Apesar desses tropeços iniciais, o time conseguiu reagir e terminar o torneio estadual com a taça.
A final foi disputada no estádio Maracanã contra o Fluminense Football Club. O confronto foi marcado por equilíbrio e emoção até os últimos momentos. Após um empate no tempo normal, o campeão acabou sendo definido nas cobranças de pênaltis. Nesse momento decisivo, o Flamengo levou a melhor e garantiu o troféu, enquanto o Fluminense ficou com o vice-campeonato.
Depois da definição da final, porém, uma situação chamou a atenção fora das quatro linhas. Assim que a disputa terminou, os jogadores do Fluminense deixaram o gramado e seguiram diretamente para o vestiário, sem permanecer no campo para acompanhar a cerimônia de premiação do adversário. Esse tipo de atitude não é incomum no futebol, especialmente após derrotas dolorosas em decisões.
Ainda assim, houve uma tentativa interna de fazer com que os atletas retornassem ao campo. De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Calvino, o presidente do clube, Mário Bittencourt, e o treinador Luis Zubeldía pediram aos jogadores que voltassem ao gramado para acompanhar a entrega da taça ao Flamengo. A ideia era demonstrar espírito esportivo e respeito ao adversário após uma final tão equilibrada.
Apesar da solicitação da diretoria e da comissão técnica, a maior parte do elenco tricolor decidiu permanecer no vestiário. Apenas dois jogadores — Paulo Henrique Ganso e Renê — retornaram ao campo naquele momento. A decisão do restante do grupo acabou gerando certo desconforto nos bastidores, já que parte da direção considerava importante a presença dos atletas durante a cerimônia.
Diante da situação, o técnico Luis Zubeldía chegou a voltar ao vestiário para tentar convencer os demais jogadores a retornarem ao gramado. Mesmo com a insistência do treinador, porém, muitos atletas preferiram não voltar. Para alguns membros do elenco, permanecer fora do campo naquele momento também poderia ser interpretado como uma forma de respeitar o rival e evitar interferir no momento de celebração do campeão.
Esse episódio acabou gerando comentários e repercussões internas, principalmente porque revelou uma diferença de opinião entre parte do elenco e a comissão técnica. A ausência da maioria dos jogadores tricolores durante a entrega do troféu chamou a atenção e levantou discussões sobre postura esportiva em finais de campeonato.
Na coletiva de imprensa após a partida, Zubeldía também comentou sobre o desempenho das equipes na decisão. O treinador destacou que a final foi extremamente equilibrada, com poucas diferenças técnicas entre os dois times. Segundo ele, o confronto teve características típicas de uma decisão: muita intensidade, forte disputa física e poucas oportunidades claras de gol.
O técnico também abordou a disputa por pênaltis, momento que acabou definindo o campeão. Zubeldía explicou que decisões desse tipo são comuns em competições de mata-mata, como a Copa do Brasil e a Copa Libertadores da América. Para ele, embora seja uma situação inevitável em determinados jogos, sempre existe espaço para evolução e preparação específica para esse tipo de cenário.