O ranking que Lucas Paquetá entrou, mas que não agrada a torcida do Flamengo

Desempenho abaixo do esperado gera debate entre torcedores

Lucas Paquetá, meio-campista do Flamengo. Foto: Gilvan Souza/Flamengo
Lucas Paquetá, meio-campista do Flamengo. Foto: Gilvan Souza/Flamengo
Foto de Leandro Correira da Silva
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O Flamengo venceu o Vitória por 2 a 1 na terça-feira (10), pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, mas o desempenho de Lucas Paquetá chamou mais atenção que o resultado. O meia, que voltou recentemente ao clube e foi titular no Barradão, registrou apenas 50% de aproveitamento nos passes, acertando 11 de 22 tentativas. O dado, divulgado pelo Sofascore, representa o pior índice de um meio-campista do Flamengo na competição desde 2016, gerando alerta imediato entre torcedores e analistas.

O cenário preocupa porque o camisa 20 foi contratado justamente para elevar o nível técnico do time. Mesmo escalado por Filipe Luís como meia pelo lado direito, função semelhante à que exercia na Inglaterra, o jogador passou em branco novamente e ainda virou alvo de críticas nas redes sociais. O desempenho abaixo do esperado ocorre logo no início de sua nova passagem, aumentando a pressão e levantando questionamentos sobre adaptação, ritmo e posicionamento tático.

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Estatística negativa coloca meia em lista indesejada

O número registrado por Lucas Paquetá não é apenas baixo, ele entra para um recorte histórico negativo. O índice de 50% de precisão supera marcas ruins de ex-jogadores do clube, como Vitinho e Hugo Moura, que tiveram 52% em partidas do Brasileirão contra Grêmio e São Paulo, respectivamente.

O levantamento considera apenas atletas com pelo menos 20 passes tentados, o que reforça o peso do dado. Não se trata de amostragem pequena, mas de um desempenho estatisticamente relevante. E é justamente esse impacto numérico que aumenta o debate interno e externo sobre o rendimento do meia, abrindo espaço para discussões táticas mais profundas.

Filipe Luís explica função e sai em defesa

Após a vitória sobre o Vitória, o técnico Filipe Luís foi questionado sobre o posicionamento do jogador. Parte da torcida entendeu que Paquetá atuou como ponta, o que teria prejudicado sua performance. O treinador, porém, negou a interpretação e explicou que o atleta exerce papel de meia dentro do sistema.

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Segundo o comandante, o camisa 20 marca aberto, mas joga centralizado, exatamente como fazia no West Ham em um esquema 4-3-3. Ele reforçou ainda que o planejamento do clube sempre foi utilizá-lo na meia, e não como volante, já que o elenco já contava com vários jogadores para essa função. A explicação técnica traz contexto.

Próximo jogo vira prova de fogo

A oportunidade de resposta pode chegar rapidamente. O Flamengo volta a campo no domingo (15), às 17h30, no Nilton Santos, para enfrentar o Botafogo pelas quartas de final do Campeonato Carioca. Como não há vantagem, um empate leva a decisão para os pênaltis, o que aumenta a tensão e a importância do desempenho individual.

Se confirmado como titular, Lucas Paquetá terá a chance ideal para virar a narrativa e mostrar evolução. Partidas decisivas costumam ser palco de afirmação para jogadores técnicos, e a comissão técnica acredita que a adaptação é questão de tempo. Essa expectativa, porém, convive com a cobrança imediata.

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Pressão externa cresce e exige resposta rápida

O contraste entre expectativa e números cria um ambiente de análise constante. Como contratação badalada e peça pensada para ser protagonista, Paquetá carrega naturalmente mais responsabilidade. Cada atuação passa a ser observada com lupa, principalmente quando os dados estatísticos fogem do padrão esperado.

Internamente, a confiança permanece, mas o debate público cresce. O desempenho no clássico contra o Botafogo pode redefinir a percepção sobre sua fase inicial. Se apresentar evolução, a estatística negativa vira apenas detalhe. Caso contrário, o início preocupante tende a ganhar novos capítulos.

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