Matheus Pereira critica gramado sintético durante Chapecoense x Corinthians
Meio-campista foi titular em duelo desta quinta-feira pelo Brasileirão
Titular do Corinthians no jogo desta quinta-feira contra a Chapecoense, válido pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro, o meio-campista Matheus Pereira se posicionou de forma firme contra o gramado sintético da Arena Condá. O jogador, que estava em campo durante toda a partida, destacou as dificuldades que o piso artificial impõe, especialmente para atletas que dependem de movimentação rápida, controle de bola e segurança física.
Em entrevista concedida à Amazon Prime Video, Matheus Pereira não escondeu a frustração: “Esse gramado sintético não dá, cara, é muito difícil jogar no sintético. É muito ruim. Tem que resolver isso e jogar em gramado natural. Muda tudo. O campo, a bola também. Grama sintética aumenta ainda mais o risco de lesão para nós jogadores, então tem que trocar isso.” A declaração evidencia não apenas a insatisfação com a superfície, mas também o impacto direto que ela pode ter na saúde e no desempenho dos atletas.
Retorno de Lesão e Desafios no Piso Artificial
A partida contra a Chapecoense marcou o retorno de Matheus Pereira aos gramados após uma contusão muscular na coxa esquerda, que o afastou de jogos importantes do Corinthians. Para um jogador em recuperação, a adaptação ao gramado sintético apresenta desafios adicionais. Segundo ele, o tipo de piso exige ajustes constantes no posicionamento, no controle da bola e na movimentação, aumentando o risco de novas lesões.
Apesar da dificuldade, Matheus conseguiu atuar e contribuir para a equipe, mas reforçou que a experiência seria muito diferente se o campo fosse natural. Seu retorno é estratégico para o Corinthians, que busca ter mais opções criativas no meio-campo e manter a qualidade ofensiva, mesmo diante de adversidades como a superfície artificial.
Gramados Sintéticos na Série A
A Arena Condá não é o único estádio com gramado sintético no Campeonato Brasileiro. Além da Chapecoense, Palmeiras, Botafogo, Athletico-PR e Atlético-MG também possuem campos artificiais. O debate sobre a utilização desse tipo de piso é antigo no futebol brasileiro. Para muitos jogadores e técnicos, os gramados sintéticos alteram o toque da bola, a velocidade das jogadas e a percepção de segurança, especialmente em disputas físicas intensas.
Para atletas acostumados a jogar em gramados naturais, a diferença pode ser significativa. Movimentos de arrancada, mudanças de direção e finalizações precisam ser recalibrados, e o risco de lesões musculares ou articulares aumenta consideravelmente. Por isso, Matheus Pereira e outros profissionais defendem que, sempre que possível, os jogos sejam disputados em campos naturais, preservando a integridade física dos jogadores e a qualidade do espetáculo.
Apelo por Soluções e Futuro do Campeonato
As críticas de Matheus Pereira reforçam a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a presença de gramados artificiais no futebol brasileiro. Ele acredita que a substituição por campos naturais é essencial para reduzir riscos de lesões, melhorar a dinâmica do jogo e permitir maior uniformidade entre clubes. Além disso, um gramado natural permite maior previsibilidade no comportamento da bola e oferece condições mais adequadas para jogadores em recuperação, como foi o seu caso.
O apelo de Matheus também serve como alerta para dirigentes, comissões técnicas e organizadores do campeonato. Investir em gramados naturais não apenas protege os atletas, mas eleva o nível do Campeonato Brasileiro, proporcionando partidas mais justas e competitivas. Enquanto o debate sobre os pisos segue em aberto, o meio-campista do Corinthians mostra-se firme na defesa de condições adequadas de jogo, evidenciando a importância de ouvir a opinião de quem está diretamente envolvido: os jogadores