Marcelo Teixeira se enfurece e cobra fortemente Neymar e Gabigol após derrota

Presidente do Santos não vem gostando da postura da dupla de estrelas

Marcelo Teixeira e Neymar  REUTERS/Carla Carniel
Marcelo Teixeira e Neymar REUTERS/Carla Carniel
Foto de Leandro Correia da Silva
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Mesmo após chegar a estar duas vezes em vantagem no placar, o Santos acabou superado pelo Fluminense no último domingo (19), em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro. O revés por 3 a 2, dentro de casa, aumentou a pressão sobre o elenco e também gerou repercussão fora de campo, principalmente envolvendo dois dos principais nomes do time.

Após o apito final, o presidente Marcelo Teixeira foi questionado sobre atitudes recentes de Neymar e Gabigol, que têm chamado atenção da torcida e da imprensa. Em entrevista ao portal *De Olho no Peixe*, o dirigente foi direto ao abordar o comportamento dos atletas, destacando a necessidade de maior consciência diante do momento delicado vivido pelo clube.

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Segundo o mandatário, jogadores desse porte carregam uma responsabilidade maior dentro e fora das quatro linhas. Ele ressaltou que, além da qualidade técnica, ambos são vistos como referências no elenco e precisam demonstrar postura compatível com esse status, especialmente em períodos de instabilidade.

Teixeira enfatizou ainda que é fundamental reconhecer o desempenho abaixo do esperado e, principalmente, manter respeito com a torcida. Para ele, a identificação com o clube passa também por atitudes em momentos adversos, quando o apoio vindo das arquibancadas se torna ainda mais importante.

As críticas surgiram após episódios recentes envolvendo a dupla. No confronto contra o Fluminense, Neymar teria feito um gesto interpretado como provocação ao levar a mão ao ouvido ao deixar o campo. Posteriormente, o jogador utilizou as redes sociais para explicar que apenas estava coçando a orelha, tentando minimizar a repercussão do lance.

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Já Gabigol protagonizou outra situação dias antes, no empate contra o Deportivo Recoleta pela Copa Sul-Americana. Ao ser substituído, o atacante reagiu com um sorriso às vaias vindas das arquibancadas, atitude que não foi bem recebida por parte dos torcedores, que esperavam uma postura diferente diante do momento da equipe.

O cenário dentro de campo também contribui para o clima de insatisfação. O Santos atravessa uma fase irregular na temporada, com desempenho abaixo das expectativas no Campeonato Brasileiro. A equipe tem encontrado dificuldades para manter consistência ao longo das partidas, o que se reflete diretamente na tabela.

Atualmente sob o comando do técnico Cuca, o time ocupa a 15ª colocação, somando 13 pontos. A proximidade com a zona de rebaixamento aumenta a preocupação, já que a diferença para o primeiro time dentro do Z-4 é mínima, tornando cada rodada decisiva na luta por recuperação.

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Diante desse contexto, a torcida deposita grande expectativa justamente em jogadores como Neymar e Gabigol, que além de liderança, possuem capacidade técnica para mudar o rumo das partidas. A cobrança, portanto, acompanha o nível de protagonismo que ambos exercem dentro do elenco.

Com a pressão crescente e a necessidade urgente de reação, o Santos terá que encontrar equilíbrio rapidamente, tanto no aspecto esportivo quanto no comportamento de seus principais atletas. O desafio passa por alinhar desempenho em campo com atitudes fora dele, buscando reconquistar a confiança da torcida e melhorar sua posição na competição.

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