Corinthians aceita vender André para o Milan, mas pede valor surreal para isso acontecer
Meio-campista é titular e homem de confiança de Dorival Júnior
O Corinthians definiu uma posição clara em relação ao futuro do jovem volante André no mercado internacional. Segundo informações do jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, colunista do UOL Esporte, o clube paulista estabeleceu um valor mínimo elevado para iniciar qualquer negociação envolvendo o jogador de 19 anos. A decisão veio após a diretoria rejeitar oficialmente uma proposta de 25 milhões de euros apresentada pelo Milan.
Internamente, o clube determinou que só considerará novas ofertas caso a negociação garanta ao Corinthians pelo menos 25 milhões de euros líquidos. Esse montante corresponde à parte dos direitos econômicos que pertencem ao clube, que atualmente detém 70% do passe do atleta. Dessa forma, para que esse valor chegue integralmente aos cofres alvinegros, a oferta total precisaria girar em torno de 35 milhões de euros, o que representa aproximadamente R$ 214 milhões na cotação atual.
Na prática, essa estratégia coloca a negociação em um novo patamar. Qualquer equipe interessada em contratar André, seja o Milan ou outro clube europeu, precisará apresentar uma proposta que atinja esse valor mínimo estipulado pela diretoria corintiana. Caso isso aconteça, a transferência se tornaria a maior venda da história do clube.
A definição desse preço partiu diretamente da presidência e foi comunicada ao estafe do jogador em conversas recentes. O entendimento dentro do Corinthians é de que André possui grande potencial de valorização no futebol internacional. Por conta disso, a diretoria acredita que pode receber ofertas ainda mais altas nas próximas janelas de transferências, especialmente de clubes da Premier League, liga que costuma investir valores elevados em jovens talentos.
Além da expectativa de valorização futura, o Corinthians também analisa o cenário recente do mercado para sustentar sua posição nas negociações. O clube utiliza como referência transferências recentes envolvendo jogadores jovens e promissores do futebol brasileiro, que frequentemente são negociados por valores altos quando demonstram potencial de crescimento e projeção internacional.
Um exemplo citado internamente é a negociação de Gabriel Moscardo, que até hoje representa a maior venda da história do Corinthians. O volante foi transferido em janeiro de 2024 para o Paris Saint-Germain por cerca de 20 milhões de euros. Na ocasião, o clube paulista recebeu aproximadamente 18,5 milhões de euros, valor referente à porcentagem dos direitos econômicos que possuía do atleta.
Diante desse histórico, a diretoria entende que André pode alcançar cifras ainda maiores, principalmente considerando sua idade, desempenho recente e o interesse demonstrado por clubes europeus. Por isso, a postura atual é de firmeza nas negociações, evitando aceitar propostas consideradas abaixo do potencial de mercado do jogador.
Curiosamente, nos bastidores do clube, uma transferência chegou a ficar bastante próxima de ser concretizada recentemente. Na semana passada, o Corinthians avançou nas tratativas com o Milan por uma proposta que previa 15 milhões de euros fixos, além de outros 2 milhões em bônus por metas. O acordo também incluía uma cláusula de mais-valia, garantindo ao clube brasileiro 20% de participação em uma futura venda do atleta.
Segundo relatos, as negociações já estavam em estágio avançado entre os departamentos jurídicos das duas equipes. No entanto, o negócio acabou sendo interrompido pouco antes da conclusão final. O presidente Osmar Stabile decidiu intervir diretamente na negociação ao considerar que os valores oferecidos não refletiam o real potencial de valorização do jogador.