Cebolinha deixa diretoria do Flamengo furiosa após declaração polêmica

Após vice da Recopa, atacante declarou que não pretende continuar no Mengão

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Foto de Leandro Correira da Silva
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O início de temporada do Clube de Regatas do Flamengo tem sido marcado por resultados decepcionantes e clima conturbado nos bastidores. A equipe rubro-negra sofreu sua segunda derrota em decisões importantes em um curto período: na última quinta-feira (26), o Flamengo foi superado pelo Club Atletico Lanus na prorrogação da Recopa, ficando novamente com o vice-campeonato, e anteriormente havia perdido para o Sport Club Corinthians Paulista na final da Supercopa do Brasil. Esses reveses, somados ao desempenho abaixo do esperado em campo, intensificaram a pressão sobre o elenco, a comissão técnica e a diretoria.

Em meio a esse cenário de instabilidade, uma declaração de Everton Cebolinha chamou atenção e provocou polêmica. Durante entrevista na zona mista, o atacante afirmou que este será seu último ano vestindo a camisa do Flamengo. Segundo ele, o clube não o procurou para tratar de renovação contratual, o que, segundo fontes internas, soou como uma pressão desnecessária em um momento já delicado para o time. A fala gerou desconforto dentro da Gávea, criando mais tensão entre jogadores e diretoria.

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De acordo com o jornalista Gabriel Reis, conhecido como Papazarro Rubro-Negro, a postura do clube é clara: os atletas que estão insatisfeitos com seus contratos ou que buscam extensão devem demonstrar seu comprometimento por meio de desempenho em campo, e não através de declarações públicas. Além da questão contratual, outro ponto que irritou dirigentes foram comentários desconexos sobre o rendimento da equipe. Tais observações não apenas causaram preocupação entre os dirigentes, como também geraram apreensão nos torcedores, que já demonstram insatisfação com o futebol apresentado.

A tensão se estendeu também à comissão técnica. O técnico Filipe Luis, em coletiva após a derrota, comentou sobre a performance da equipe, afirmando que o time não criou muitas oportunidades e que os dois gols surgiram de penalidades. Uma fonte próxima à diretoria revelou que “foi pior a declaração do que a derrota em si. Era melhor ficar quieto”, destacando que, do ponto de vista administrativo, algumas observações públicas acabaram exacerbando o clima negativo.

Apesar disso, Filipe Luís defendeu a atuação da equipe, destacando que o Flamengo manteve controle do jogo na maior parte do tempo. “Sinceramente, acho que fizemos um grande jogo. Cometemos um erro que nos custou um gol, mas jogamos o tempo todo no campo do adversário. Eles praticamente não passaram do meio de campo, e foi assim até dois minutos antes do fim da prorrogação”, afirmou. Ainda assim, suas palavras, embora voltadas a explicar o desempenho técnico, não reduziram a tensão interna.

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O momento do Flamengo demonstra que, além de lidar com derrotas em decisões importantes, o clube enfrenta um desafio adicional de gestão de egos e comunicação interna. A necessidade de alinhar expectativas, controlar declarações públicas e transformar investimento em resultados concretos em campo tornou-se prioridade para a diretoria. Com um elenco de alto valor e grande exposição midiática, cada deslize fora das quatro linhas tem potencial para gerar repercussões tanto dentro do clube quanto junto à torcida.

A situação evidencia que a temporada rubro-negra exige equilíbrio emocional, foco e respostas rápidas, não apenas nos jogos, mas também na relação entre atletas, comissão técnica e diretoria. A direção agora observa atentamente como o elenco e os profissionais reagirão a esse momento de pressão, enquanto busca retomar a confiança dos torcedores e melhorar os resultados nos próximos compromissos.

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