Bruno Henrique abre o jogo sobre ser camisa 9 no Flamengo e manda recado para Filipe Luís
Entenda a polêmica tática que agita o Flamengo antes da final da Recopa
O Flamengo vive um momento de decisões cruciais nos bastidores e dentro de campo, com o atacante Bruno Henrique enviando um recado direto ao técnico Filipe Luís sobre seu posicionamento tático. Nesta quarta-feira (18), véspera de um confronto decisivo, o camisa 27 abriu o jogo em entrevista à ESPN sobre a experiência de atuar centralizado, reforçando que prefere atuar em sua função de origem pela ponta esquerda para render o máximo possível.
A discussão ganhou força após as recentes escolhas de Filipe Luís, que optou por escalar Bruno Henrique ou Gonzalo Plata em funções mais avançadas, chegando a deixar o centroavante Pedro no banco de reservas. O motivo do desabafo do ídolo rubro-negro é a clareza de que, como um falso 9, ele não possui os atributos específicos da posição, preferindo deixar o caminho livre para o companheiro que domina o setor enquanto o Mais Querido busca o título da Recopa Sul-Americana.
A sinceridade de Bruno Henrique sobre a função de 9
Durante a entrevista, Bruno Henrique foi enfático ao dizer que tenta cumprir as ordens do treinador nos treinos e jogos, mas que seu histórico de carreira foi construído pelo lado esquerdo. Ele destacou que, na função de centroavante, sente que não entrega o que o papel exige, valorizando o estilo de jogo de Pedro, a quem considera o dono legítimo da posição.
O atacante deixou claro para a comissão técnica que não pretende concorrer diretamente com o camisa 9, mas sim ajudar o Flamengo onde for necessário. Essa postura demonstra o comprometimento do atleta com o grupo, mesmo que isso signifique uma adaptação forçada que ele já admitiu não ser a sua zona de conforto ideal para brilhar.
O dilema tático de Filipe Luís no comando
Por outro lado, o técnico Filipe Luís busca equilibrar o elenco e negou, após a vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo pelo Campeonato Carioca, que tenha usado o camisa 27 como um centroavante fixo. Segundo o treinador, a escalação contava com dois atacantes com liberdade, explorando a maior virtude de Bruno Henrique, que é o ataque ao espaço vindo de fora para dentro.
O comandante explicou que a escolha pelos lados do campo tem passado por Everton Cebolinha, que vive grande fase, e pela tentativa de recuperar o futebol de Samuel Lino. Essa concorrência interna faz com que o treinador teste peças em funções variadas, o que acaba gerando o atual debate sobre quem deve ocupar o comando do ataque rubro-negro.
A preparação para o desafio contra o Lanús
Toda essa discussão tática acontece em um momento de pressão máxima, já que o Flamengo viaja para Buenos Aires para encarar o Lanús nesta quinta-feira (19). O confronto é válido pela partida de ida da Recopa Sul-Americana, torneio que reúne os campeões continentais e serve como prova de fogo para o trabalho de Filipe Luís no início de 2026.
Além da dúvida entre Pedro e Bruno Henrique, o treinador ainda analisa quem será o titular entre Carrascal e Luiz Araújo para compor o setor criativo e ofensivo. A expectativa é que o time titular sofra ajustes até o último minuto, visando neutralizar os argentinos em sua própria casa para trazer uma vantagem confortável ao Rio de Janeiro.
A provável escalação rubro-negra na Argentina
A tendência atual é que o técnico ouça os sinais do elenco e promova o retorno de Pedro ao time titular para dar mais presença de área. O provável Flamengo deve contar com Rossi no gol, uma linha defensiva formada por Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro, além de um meio-campo robusto com Pulgar, Lucas Paquetá e Arrascaeta.
No ataque, a formação deve ser completada por Carrascal, Everton Cebolinha e o próprio Pedro, deixando Bruno Henrique como uma opção de luxo no banco ou para entrar em sua posição de origem. Com essa estrutura, o Rubro-Negro espera conquistar um resultado positivo e encerrar qualquer polêmica sobre o posicionamento de suas estrelas.