Após vitória estrondosa no Cariocão, Flamengo quer contratação de atacante de R$ 228 milhões
Por que a ponta-esquerda virou prioridade absoluta no Flamengo
O Flamengo decidiu agir para resolver uma das principais lacunas do elenco visando a temporada de 2026: a ponta-esquerda. Mesmo após altos investimentos no setor ofensivo, o clube ainda não encontrou um titular absoluto para a posição. A definição passou a ser tratada como prioridade pela diretoria e pela comissão técnica de Filipe Luís, diante do rendimento irregular apresentado até aqui. O cenário ganhou força ao longo das primeiras partidas do ano, quando a alternância se tornou evidente.
A indefinição envolve diretamente o Flamengo, seu treinador e os atletas contratados para o setor, ao longo dos jogos disputados no início da temporada, principalmente no Maracanã e em clássicos do calendário nacional. Segundo análise publicada pelo ge, Filipe Luís não repetiu o mesmo titular da ponta-esquerda em dois jogos consecutivos com o elenco principal. A constante mudança mostra que, apesar dos altos valores investidos, o clube ainda busca segurança técnica e regularidade para o setor.
Investimentos altos e resposta abaixo do esperado
Desde 2022, o Flamengo destinou cerca de R$ 228 milhões para reforçar a ponta-esquerda com jogadores especialistas na função. O objetivo era claro: dar profundidade ao elenco e elevar o nível do ataque rubro-negro. No entanto, internamente, a avaliação é de que o retorno esportivo não acompanhou o investimento financeiro feito até agora.
O principal exemplo é Everton Cebolinha, contratado junto ao Benfica por 16 milhões de euros (R$ 85 milhões). Em 2026, o atacante foi quem mais iniciou partidas pela esquerda, começando contra Vasco, São Paulo e Internacional. Apesar disso, acabou substituído em todos esses jogos, o que reforçou a percepção de instabilidade e abriu espaço para novos testes.
Samuel Lino ganha espaço, mas disputa segue aberta
Nos últimos jogos, Samuel Lino passou a receber mais oportunidades e ganhou a titularidade na partida contra o Sampaio Corrêa-RJ, no Maracanã. O atacante foi adquirido por cerca de R$ 143 milhões, valor que o colocou entre as contratações mais caras da história do clube. A expectativa interna é de que ele consiga dar uma resposta mais consistente à comissão técnica.
Apesar da chance recente, o status de titular ainda não está consolidado. Filipe Luís e sua equipe seguem monitorando o desempenho jogo a jogo. A avaliação, segundo o ge, é cautelosa, justamente porque a posição já passou por diversas tentativas sem que um nome se firmasse de forma definitiva.
Testes, improvisações e limites da comissão técnica
Diante da indefinição, a comissão técnica chegou a buscar soluções alternativas. Um dos testes mais ousados foi a improvisação do colombiano Carrascal aberto pela esquerda no duelo contra o Corinthians. A experiência, porém, durou pouco: o jogador foi expulso ainda no primeiro tempo, o que inviabilizou qualquer análise mais profunda.
Outra possibilidade discutida nos bastidores foi o uso de Lucas Paquetá na ponta-esquerda. O camisa 20 já atuou na função em outros clubes e na Seleção Brasileira, mas a ideia foi descartada. Filipe Luís entende que Paquetá rende mais pelo meio ou pelo lado direito, onde consegue influenciar mais o modelo de jogo do Flamengo.
Mercado em alerta e decisão estratégica para 2026
Mesmo com jogadores caros e experientes no elenco, a diretoria rubro-negra não descarta uma nova investida no mercado. A avaliação interna é de que, se nenhum atleta assumir a posição com regularidade nas próximas rodadas, será necessário buscar um nome capaz de resolver a questão de forma definitiva.
A tendência é que a disputa pela ponta-esquerda continue aberta no curto prazo. Enquanto isso, o Flamengo observa o mercado e analisa oportunidades que se encaixem no planejamento esportivo e financeiro para 2026. A definição do setor é vista como estratégica para dar equilíbrio ao time e potencializar o ataque em uma temporada de grandes ambições.