Andrés Sanchez vive drama policial em situação envolvendo o Corinthians

Andrés tem tornozeleira eletrônica requisitada pelo Ministério Público

Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
Foto de Leandro Correira da Silva
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O Corinthians voltou a ter o nome envolvido em questões judiciais após novas determinações relacionadas ao ex-presidente Andrés Sanchez. O dirigente, que já vinha respondendo a um processo, foi alvo de uma medida solicitada pelo Ministério Público no âmbito da investigação em curso.

De acordo com as informações divulgadas, o órgão público havia estabelecido anteriormente que Andrés não poderia manter contato com Antônio Jorge Rachid, atual secretário-geral da diretoria corintiana. No entanto, o promotor responsável pelo caso identificou que houve comunicação entre as partes, contrariando a determinação judicial. Diante disso, foi feito um novo pedido para reforçar as restrições impostas ao ex-mandatário.

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A decisão demonstra que o Ministério Público está acompanhando de perto o cumprimento das medidas cautelares. O contato identificado teria ocorrido em um momento em que Andrés estava expressamente proibido de se comunicar com o dirigente do clube, o que pode agravar sua situação processual.

Outro ponto relevante envolve a entrega de documentos. Segundo informações publicadas pelo UOL Esporte, Andrés Sanchez deverá entregar seu passaporte espanhol às autoridades. Como possui dupla cidadania, o ex-presidente tem a possibilidade de circular com documento europeu. A medida tem como objetivo evitar qualquer risco de saída do país enquanto o processo estiver em andamento.

A retenção do passaporte é uma providência comum em casos que envolvem investigação criminal, especialmente quando existe a possibilidade de o investigado deixar o território nacional. A preocupação das autoridades seria impedir que Andrés utilize a cidadania espanhola para viajar à Europa e eventualmente permanecer fora do alcance da Justiça brasileira.

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O caso em questão envolve acusações sérias. Conforme noticiado pela ESPN Brasil no fim de 2025, o ex-dirigente é investigado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. Além disso, há a cobrança de aproximadamente R$ 101 mil a título de ressarcimento ao clube.

As apurações giram em torno do uso do cartão corporativo do Corinthians. A denúncia aponta que o instrumento, destinado a despesas institucionais, teria sido utilizado para fins pessoais durante sua gestão. Caso as irregularidades sejam comprovadas, o ex-presidente poderá responder judicialmente tanto na esfera criminal quanto na cível.

Andrés Sanchez presidiu o Corinthians em diferentes períodos e foi uma figura influente na política interna do clube. Por isso, o andamento do processo tem grande repercussão nos bastidores alvinegros. A atual diretoria acompanha o caso com cautela, enquanto torcedores se dividem entre críticas e manifestações de apoio ao ex-mandatário.

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Até o momento, a defesa de Andrés sustenta sua inocência e deve se manifestar nos autos para esclarecer os pontos levantados pelo Ministério Público. O processo segue em tramitação, e novas decisões podem ser tomadas conforme o avanço das investigações.

O episódio reforça um momento delicado fora das quatro linhas para o Corinthians, que além dos desafios esportivos, vê novamente seu nome associado a questões jurídicas envolvendo antigos dirigentes.

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