O Shakhtar Donetsk voltou a chamar a atenção por um detalhe curioso de seus treinamentos. Durante as atividades da equipe, um tradutor permanece à beira do gramado traduzindo, em tempo real, todas as orientações do treinador para os jogadores brasileiros.

A medida existe porque o clube ucraniano conta atualmente com 11 brasileiros no elenco, mantendo uma tradição que já dura mais de duas décadas. Ao longo dos anos, o Shakhtar se tornou uma das principais portas de entrada para atletas do Brasil no futebol europeu, revelando nomes que mais tarde brilharam em gigantes do continente.

A presença constante do tradutor permite que as instruções sejam compreendidas imediatamente, reduzindo erros de comunicação e acelerando o processo de adaptação dos atletas. O método também ajuda a preservar a intensidade dos treinamentos, já que os jogadores conseguem entender rapidamente ajustes táticos e posicionamentos solicitados pela comissão técnica.

O Shakhtar tem longa tradição de contratar brasileiros

Desde o início dos anos 2000, o Shakhtar Donetsk investe fortemente no mercado brasileiro. Jogadores como Fernandinho, Willian, Douglas Costa, Alex Teixeira, Luiz Adriano, Jadson, Ilsinho, Marlon Gomes e Kevin passaram pelo clube, muitos deles utilizando a equipe ucraniana como trampolim para grandes ligas da Europa.

Essa política transformou o Shakhtar em uma referência para jovens talentos brasileiros que buscam ganhar experiência internacional antes de dar o próximo salto na carreira.

Comunicação virou peça-chave para o sucesso do projeto

Com tantos atletas brasileiros dividindo o elenco, a comunicação eficiente se tornou uma prioridade dentro do clube. Além do tradutor nos treinamentos, o Shakhtar oferece suporte para a adaptação cultural e incentiva o aprendizado de novos idiomas entre jogadores e comissão técnica.

A estratégia tem dado resultado ao longo dos anos, permitindo que o clube mantenha sua identidade ofensiva e competitiva, mesmo renovando constantemente o elenco com talentos vindos do futebol brasileiro.