Agustín Rossi respondeu às críticas que vem recebendo no Flamengo e deixou claro que não pretende permitir que a pressão externa interfira em seu trabalho. O goleiro argentino afirmou que convive naturalmente com cobranças desde que chegou ao clube e destacou que, caso levasse em consideração cada comentário negativo, sua passagem pelo Rubro-Negro teria terminado poucos meses depois de começar.

A declaração chama atenção principalmente pelo peso da posição. Ser goleiro de um dos clubes de maior torcida do Brasil significa estar constantemente exposto, principalmente depois de erros ou resultados negativos. Rossi, entretanto, acredita que sua experiência acumulada no futebol sul-americano o preparou para enfrentar esse cenário.

"Eu nem ligo para isso. Se eu ligar para cada crítica, em seis meses já tinha que ir embora", afirmou o argentino.

Rossi usa experiência no Flamengo e Boca para responder às críticas

Rossi destacou que está há três anos no Flamengo e, por isso, entende perfeitamente o tamanho da cobrança existente dentro do clube. Para o goleiro, críticas são inevitáveis independentemente do momento vivido pelo jogador.

"Já tenho três anos no clube, a gente sabe o que é lidar com o Flamengo, crítica sempre vai existir, faz parte", explicou.

O argentino também revelou que procura se afastar da repercussão nas redes sociais e evita acompanhar aquilo que é publicado sobre seu desempenho. Segundo ele, até familiares acabam tendo mais contato com determinadas críticas do que o próprio jogador.

"Eu nem pego o telefone. Talvez algum familiar pega e está meu rosto em tudo, todo lado", contou.

Sua passagem pelo Boca Juniors também foi utilizada como argumento para explicar a tranquilidade diante das cobranças. Rossi passou por dois ambientes conhecidos pela enorme exigência de suas torcidas e considera que essa trajetória lhe proporcionou experiência suficiente para compreender como funciona a pressão sobre um goleiro.

"Tenho quase 10 anos entre dois clubes, Boca e Flamengo, eu já tenho bem claro como é essa pressão sendo goleiro", completou.

Goleiro manda recado sobre pressão para deixar o Flamengo

Rossi também contestou a ideia de que críticas mais fortes deveriam necessariamente provocar mudanças na posição ou até mesmo a saída de um jogador.

Para o argentino, esse tipo de reação seria incompatível com a realidade do futebol brasileiro, onde goleiros são constantemente avaliados e passam por períodos de questionamento.

"Se cada jogador, depois de cada crítica forte que recebe, tiver que sair do time, tem que botar 50 goleiros em 15 times do Brasil", declarou.

A fala demonstra que Rossi não considera as críticas motivo suficiente para mudar sua postura ou pensar em deixar o Flamengo. Pelo contrário, o goleiro parece enxergar a cobrança como uma consequência natural da responsabilidade assumida ao defender um clube que disputa títulos constantemente.

No Flamengo, qualquer falha pode ganhar enorme repercussão, especialmente pela exposição nacional da equipe. Para um goleiro, essa pressão costuma ser ainda maior porque um único erro pode interferir diretamente no resultado.

Depois de experiências no Boca Juniors e agora no Flamengo, o argentino deixa claro que aprendeu a conviver com um ambiente de exigência máxima. Seu recado diante das críticas é simples: elas continuarão existindo, mas não serão suficientes para fazê-lo abandonar sua posição ou mudar sua maneira de encarar o futebol.