Robinho conseguiu sua terceira redução de pena em menos de um ano e já acumula 301 dias abatidos da condenação de nove anos de prisão pelo estupro coletivo cometido em 2013, na Itália. A nova decisão concedeu ao ex-jogador mais 72 dias de remição por atividades realizadas durante o cumprimento da pena, incluindo trabalho, estudos, qualificação profissional e leitura.

O ex-atacante cumpre a condenação no Brasil após a Justiça brasileira determinar a execução da sentença imposta pela Justiça italiana. Mesmo com as sucessivas reduções, Robinho permanece em regime fechado e a expectativa apresentada é de que continue nessa condição pelo menos até 2027, quando poderá preencher requisitos para uma eventual progressão ao regime semiaberto.

Trabalho, estudos e leitura já reduziram 301 dias da pena

A primeira das três reduções recentes ocorreu em outubro de 2025. Na ocasião, foram reconhecidos 69 dias de remição: 49 relacionados aos estudos e outros 20 pela leitura de cinco livros durante o período de prisão.

Em janeiro de 2026, Robinho conseguiu um abatimento significativamente maior. Foram outros 160 dias retirados do tempo total da pena devido às atividades de trabalho e estudo realizadas enquanto estava preso.

Agora, em setembro, uma terceira decisão concedeu mais 72 dias. O novo abatimento considerou trabalho, qualificação profissional realizada pelo Senai, estudos pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) e leitura de livros.

Nem todas as atividades apresentadas pela defesa, entretanto, foram aceitas. Cursos realizados a distância e incluídos no pedido não foram considerados para ampliar a redução.

Somadas, as três decisões representam 301 dias de remição, número equivalente a quase dez meses de condenação. A redução não significa anulação ou revisão da sentença, mas o reconhecimento de atividades previstas pela legislação brasileira que podem diminuir o período efetivamente cumprido.

Robinho ainda deve permanecer no regime fechado até 2027

Apesar dos 301 dias abatidos, a situação prisional de Robinho não sofre uma mudança imediata de regime. O ex-jogador continua cumprindo a pena de nove anos aplicada pela Justiça italiana.

A condenação está relacionada a um estupro coletivo ocorrido em Milão, em 2013. Após o processo transitar em julgado na Itália, o cumprimento da sentença foi transferido para o Brasil, já que a legislação brasileira impede a extradição de brasileiros natos.

Desde então, a defesa de Robinho tem utilizado os mecanismos previstos na execução penal brasileira, entre eles a remição da pena por trabalho e estudo.

As três reduções conquistadas em aproximadamente 11 meses mostram que essas atividades já provocaram uma alteração relevante no cálculo do período de cumprimento da condenação. Ainda assim, não significam que o ex-atacante esteja próximo de deixar imediatamente o regime fechado.

A previsão apresentada é de que Robinho permaneça nessa condição pelo menos até 2027. Somente posteriormente poderá surgir a possibilidade de progressão para o semiaberto, desde que sejam preenchidos os requisitos legais e exista uma decisão favorável da Justiça.

Assim, a terceira redução aumenta para 301 o número de dias abatidos, mas não encerra o cumprimento da pena nem determina, por si só, uma mudança imediata no regime prisional.