Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá, fez duras críticas ao modelo financeiro do futebol brasileiro e utilizou Santos, Vasco e Botafogo como exemplos de uma situação que considera injusta. O dirigente questionou como o Santos pode, segundo ele, dever R$ 18 milhões ao Cuiabá e, ao mesmo tempo, contratar Arthur e Everton Cebolinha com salários que chegariam a R$ 2 milhões mensais. Também criticou clubes em recuperação judicial que seguem competindo normalmente na Série A.

“Como é que o Santos deve R$ 18 milhões ao Cuiabá e contrata Arthur e Cebolinha pagando R$ 2 milhões por mês?”, questionou Dresch ao abordar o tema.

Presidente do Cuiabá cobra Santos por dívida de R$ 18 milhões

O Santos foi um dos principais alvos das declarações. Dresch afirmou que o clube paulista possui uma dívida de R$ 18 milhões com o Cuiabá e colocou esse débito em contraste com os investimentos feitos pelo Peixe na montagem do elenco.

O dirigente citou especificamente as contratações de Arthur e Everton Cebolinha. Na avaliação apresentada por Dresch, não existe equilíbrio quando um clube mantém pendências com outra equipe e, paralelamente, encontra recursos para assumir novos compromissos financeiros elevados.

A crítica não se limita, portanto, à capacidade esportiva do Santos. O ponto levantado pelo presidente do Cuiabá envolve as regras financeiras do futebol brasileiro e a possibilidade de clubes endividados continuarem investindo no mercado.

As cifras e condições citadas foram apresentadas pelo próprio Dresch e precisam ser entendidas dentro do contexto de sua declaração.

Para o dirigente, esse cenário prejudica principalmente os clubes que buscam manter suas obrigações em dia e trabalham com orçamentos mais controlados.

Vasco e Botafogo também entram na crítica de Cristiano Dresch

Dresch ampliou seu questionamento e mencionou Vasco e Botafogo. O presidente do Cuiabá criticou o fato de equipes que passam por processos de recuperação judicial continuarem disputando a elite nacional.

“Como é que Vasco e Botafogo, que estão em recuperação judicial e deram um cano gigantesco, permanecem na Série A?”, questionou.

Na sequência, o dirigente utilizou o Mirassol como contraponto. Segundo ele, clubes que mantêm seus pagamentos em dia acabam competindo contra adversários que carregam dívidas expressivas e, mesmo assim, possuem condições de realizar grandes investimentos.

“Como é que o Mirassol, que paga em dia, vê isso? Isso é injusto”, afirmou.

A manifestação coloca novamente em discussão um dos assuntos mais sensíveis do futebol brasileiro: a sustentabilidade financeira dos clubes e os mecanismos utilizados para cobrar dívidas sem comprometer a continuidade das instituições.

Recuperação judicial, endividamento e capacidade de investimento são questões distintas juridicamente, mas Dresch utilizou os exemplos para defender uma discussão sobre igualdade de condições entre os participantes.

Sua reclamação é clara: na visão do presidente do Cuiabá, clubes que cumprem regularmente seus compromissos financeiros não deveriam se sentir prejudicados diante daqueles que acumulam grandes dívidas e continuam realizando investimentos elevados.