"Parecia uma guerra": Jorge Boto detona arbitragem argentina após duelo entre Flamengo e Estudiantes
O diretor esportivo do Rubro-Negro cobrou providências da Conmebol após jogadores saírem de campo "cobertos de hematomas"
O clima esquentou nos bastidores do Flamengo após o confronto contra o Estudiantes, na Argentina. O diretor esportivo do clube, Jorge Boto, não poupou palavras para criticar a atuação da equipe de arbitragem, afirmando que o critério utilizado prejudicou diretamente o desempenho e a integridade física dos atletas brasileiros.
Críticas à violência permitida
Boto descreveu o cenário do vestiário rubro-negro como um campo de batalha. "Temos vários jogadores cobertos de hematomas; parecem ter saído de uma guerra, não de uma partida de futebol". O dirigente diferenciou a agressividade competitiva da violência desmedida, questionando por que, em território argentino, os árbitros parecem dirigir as partidas de forma distinta do restante do continente.
Lances polêmicos e pedidos à Conmebol
A principal reclamação do diretor gira em torno de duas jogadas específicas que, segundo ele, deveriam ter resultado em expulsões imediatas:
Caso Bruno Henrique: Boto afirmou que o atacante quase sofreu uma lesão gravíssima. "Se não tivesse retirado a perna, poderia ter sofrido uma lesão muito, muito grave". Ele sugeriu que o árbitro não aplicou o cartão amarelo apenas para evitar a expulsão, já que o adversário já estava amarelado.
Caso Emerson Royal: Outra falta dura que foi ignorada pela arbitragem e que, na visão do dirigente, merecia o cartão vermelho direto.
Cobrança por isonomia
Diante do que chamou de "arbitragem impossível", Jorge Boto fez um apelo direto à entidade máxima do futebol sul-americano. "A Conmebol precisa ver como apitam aqui na Argentina. Aqui apitam de uma maneira e fora da Argentina de outra". O Flamengo espera que o protesto formal gere uma revisão nos critérios de arbitragem para os próximos confrontos decisivos da temporada de 2026.