A decisão da CBF de não levar Neymar para a Filadélfia, onde o Brasil enfrenta o Haiti pela Copa do Mundo, não foi tomada por acaso. Nos bastidores da Seleção, a escolha segue uma estratégia que já havia sido utilizada semanas antes do início do torneio.

Antes da Copa, durante o amistoso contra o Egito, Neymar também permaneceu em Nova Jersey e não viajou com a delegação para Cleveland. Na ocasião, a comissão técnica entendeu que o atacante teria melhores condições para otimizar sua recuperação permanecendo na estrutura montada pela Seleção.

O plano deu prioridade ao acompanhamento diário da equipe médica e dos fisioterapeutas, além de permitir que o jogador utilizasse toda a infraestrutura disponível para acelerar sua evolução física.

Agora, o cenário se repete. Enquanto o restante do elenco embarca para mais um compromisso decisivo da fase de grupos, Neymar permanece em Nova Jersey realizando trabalhos específicos e seguindo rigorosamente o cronograma de recuperação da lesão na panturrilha.

A estratégia também conta com o apoio de Carlo Ancelotti, que tem defendido cautela máxima no retorno do camisa 10. O entendimento é que forçar uma volta antecipada poderia comprometer não apenas a recuperação, mas também a participação do craque nos momentos mais importantes da competição.

Internamente, a avaliação é positiva. Neymar tem apresentado evolução constante nos últimos dias, voltou a participar de atividades com bola e já realiza parte dos trabalhos ao lado do grupo.

Por isso, a ausência contra o Haiti não é vista como um retrocesso, mas sim como mais uma etapa dentro de um planejamento que busca garantir que o principal jogador da Seleção esteja em condições ideais para a fase decisiva da Copa do Mundo.