Mbappé dá show e França vence o Brasil em amistoso movimentado nos Estados Unidos

Mbappé, Ekitiké e Bremer marcaram os gols do amistoso

Mbappé, da França, marca gol de cavadinha sobre a seleção brasileira – EFE/EPA/ADAM RICHINS
Mbappé, da França, marca gol de cavadinha sobre a seleção brasileira – EFE/EPA/ADAM RICHINS
Foto de Leandro Correira da Silva
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Em um amistoso de alto nível preparatório para a Copa do Mundo de 2026, a França confirmou sua força e entrosamento ao derrotar o Brasil por 2 a 1, nesta quinta-feira (26), no Gillette Stadium, em Foxborough, Estados Unidos. O confronto serviu como um teste de fogo para ambas as seleções, com destaque para a capacidade europeia de transformar oportunidades em gols, mesmo com um jogador a menos na segunda etapa.

O duelo mostrou a diferença de maturidade tática entre as equipes. A França foi objetiva em suas investidas, aproveitando falhas na saída de bola brasileira e transformando velocidade e precisão em gols. Já o Brasil, apesar de demonstrar momentos de criatividade, sofreu para impor ritmo e se reorganizar diante da pressão francesa.

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Primeiro Tempo: Mbappé e a Letalidade Francesa

O início da partida foi marcado por cautela e estudo mútuo, evidenciando o gramado irregular do Gillette Stadium. A Seleção Brasileira apostava em bolas longas e transições rápidas, enquanto os franceses pressionavam a saída de bola, forçando erros e tentando ganhar vantagem desde os primeiros minutos.

A primeira chance clara surgiu para o Brasil: aos 27 minutos, após um erro de passe de Dembélé, Martinelli limpou para a perna esquerda e finalizou com perigo, obrigando Maignan a uma defesa firme. No entanto, o castigo veio rapidamente. Aos 32 minutos, Casemiro perdeu a bola no meio-campo para Tchouaméni, e em uma transição veloz, Dembélé encontrou Mbappé, que ganhou na velocidade e finalizou de cavadinha sobre Ederson, marcando seu 56º gol pela seleção francesa. O lance colocou a França em vantagem e definiu o ritmo do primeiro tempo, evidenciando a eficiência letal do atacante.

Expulsão e a Chance de Reação Brasileira

O segundo tempo começou com o Brasil tentando ajustar sua estratégia e buscar o empate. Entradas como Luiz Henrique no lugar de Raphinha e movimentações de Matheus Cunha trouxeram alguma intensidade à equipe. Nos primeiros minutos, ambos exigiram trabalho do goleiro francês Maignan, demonstrando uma tentativa clara de reação.

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A esperança brasileira aumentou aos 9 minutos, quando Upamecano cometeu falta dura sobre Wesley. Após análise do VAR, o defensor recebeu cartão vermelho direto, deixando a França com um jogador a menos. Com superioridade numérica, a expectativa era de uma blitz ofensiva do Brasil, mas a França mostrou maturidade tática, mantendo organização defensiva e controle do meio-campo.

A paciência francesa deu resultado aos 19 minutos. Em saída de bola precisa, Olise conduziu a bola pelo meio e encontrou Ekitiké em posição privilegiada. De frente para Ederson, o atacante apenas tocou com leveza, ampliando o marcador e frustrando a tentativa de reação da seleção brasileira. O segundo gol europeu acabou funcionando como um balde de água fria para o time comandado por Carlo Ancelotti.

Brasil Consegue Reduzir, Mas Esbarra em Ineficiência

O revés de dois gols deixou o Brasil mais pressionado, e a equipe passou a ter dificuldades em criar jogadas com real perigo. Vinícius Júnior teve atuação apagada, limitando o potencial ofensivo do time. A esperança, porém, ressurgiu aos 33 minutos, quando Luiz Henrique cruzou na área e o zagueiro Bremer, de carrinho, marcou seu primeiro gol com a camisa da Seleção, diminuindo a diferença e reacendendo o ânimo da equipe.

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Nos minutos finais, o Brasil partiu para o tudo ou nada. Aos 45, Bremer quase empatou em um chute forte de primeira, mas a bola passou perto do gol. Já nos acréscimos, em uma última tentativa desesperada, Bremer fez um passe preciso para Vinícius Júnior, que chegou atrasado e desperdiçou a chance de empatar, encerrando as esperanças brasileiras no jogo.

Próximos Desafios e Preparação para o Mundial

Com o resultado negativo, o Brasil agora precisa reorganizar o time e buscar soluções para os próximos compromissos antes da Copa do Mundo. O amistoso contra a França evidenciou pontos frágeis, como a saída de bola sob pressão, a dependência de transições rápidas e a dificuldade de finalizar jogadas com precisão.

O próximo teste será contra a Croácia, na próxima terça-feira, em Orlando, último amistoso antes da convocação final para o Mundial de 2026. A equipe de Ancelotti terá a oportunidade de ajustar a dinâmica ofensiva, melhorar a eficácia nas finalizações e testar combinações que possam equilibrar o time diante de adversários de alto nível.

Enquanto isso, a França sai fortalecida, mostrando que, mesmo com um jogador expulso, consegue manter organização, eficiência e aproveitamento máximo das oportunidades criadas, reforçando seu favoritismo e capacidade de chegar à próxima Copa do Mundo como uma das seleções mais perigosas do torneio.

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