A postura do Verdão é considerada firme: Allan é tratado como peça importante do elenco comandado por Abel Ferreira e somente uma proposta considerada fora da curva poderia mudar os planos da diretoria. O jogador possui cláusula rescisória de 100 milhões de euros, aproximadamente R$ 607 milhões, valor utilizado pelo Palmeiras como proteção diante do crescente interesse europeu.

O Manchester City enxerga Allan como uma alternativa para o setor ofensivo após a negociação de Savinho com o Tottenham. O brasileiro chamou atenção por sua capacidade de atuar em diferentes funções, podendo aparecer pela direita ou mais próximo dos atacantes.

Palmeiras já havia recusado milhões por Allan e não pretende facilitar

A valorização de Allan não começou com a aproximação do Manchester City. No início de 2026, o Palmeiras já havia recusado uma oferta de 35 milhões de euros, aproximadamente R$ 200 milhões na cotação daquele momento. Napoli, Newcastle e Aston Villa também estiveram entre os clubes que demonstraram interesse pelo jogador.

Agora, com um dos clubes mais poderosos da Premier League entrando na disputa, a pressão sobre a diretoria aumenta. Mesmo assim, a prioridade esportiva continua sendo manter os principais jogadores durante a temporada.

Allan tem 22 anos e ganhou espaço importante com Abel Ferreira. Em 2026, o meia-atacante registra seis gols e cinco assistências em 41 partidas pelo Palmeiras, números que ajudam a explicar o interesse vindo da Inglaterra.

Além das estatísticas, características como intensidade, velocidade e versatilidade são valorizadas pelo mercado europeu. Para o Palmeiras, entretanto, negociar um jogador com esse potencial no meio da temporada somente faria sentido diante de uma compensação financeira muito elevada.

Manchester City pode aumentar os valores para tentar convencer o Verdão

A primeira movimentação inglesa não chegou a ser uma proposta oficial. Segundo a ESPN, o Manchester City apresentou os números que estaria disposto a trabalhar inicialmente, mas o Palmeiras rejeitou essa sinalização. A tendência é que os ingleses estudem uma nova investida.

Isso não significa que a cláusula de 100 milhões de euros necessariamente precise ser paga integralmente. A posição palmeirense é analisar somente uma oferta realmente grande, capaz de justificar a perda de um jogador considerado essencial.

A situação também envolve o planejamento financeiro do clube. O Palmeiras pretende aumentar sua arrecadação negociando atletas emprestados ou jogadores com menos espaço, evitando utilizar Allan e outras peças fundamentais para atingir sua meta de vendas.

Dessa maneira, o Manchester City terá de elevar significativamente sua investida caso queira transformar o interesse em negociação concreta. O Palmeiras já mostrou sua posição ao rejeitar os primeiros números e, neste momento, mantém Allan nos planos de Abel Ferreira. A próxima movimentação está nas mãos dos ingleses: somente uma proposta excepcional poderá fazer o Verdão reconsiderar sua decisão.