Carlo Ancelotti recebeu uma crítica pesada de Eugênio Leal. Durante o Linha de Passe, o comentarista afirmou que o italiano é uma “profunda decepção” à frente da Seleção Brasileira e usou Jorge Jesus como contraponto. Na avaliação de Leal, o treinador de Portugal teve coragem para mexer em uma ferida envolvendo Cristiano Ronaldo, enquanto Ancelotti ainda não teria tomado uma atitude semelhante diante das questões delicadas existentes na Amarelinha.
Eugênio Leal vê Ancelotti como “profunda decepção” no Brasil
A análise foi feita ao discutir a postura dos treinadores na condução de seleções que convivem com jogadores de enorme peso e influência.
“Ancelotti é uma profunda decepção na seleção. [...] Jorge Jesus conseguiu tocar na ferida que precisava ser tocada na seleção portuguesa, que o Ancelotti não teve coragem para tocar na seleção brasileira”, afirmou Eugênio Leal.
A comparação colocou fogo no debate.
Ancelotti chegou ao comando do Brasil cercado de enorme expectativa pelo currículo construído no futebol europeu. Justamente por isso, qualquer decisão do italiano passa por uma lupa ainda maior.
Na visão apresentada por Eugênio Leal, o problema não estaria simplesmente na parte tática. A cobrança passa também pela postura necessária para administrar estrelas, estabelecer hierarquias e tomar decisões que eventualmente possam desagradar nomes importantes.
É nesse ponto que Jorge Jesus aparece como exemplo.
Ao falar sobre Cristiano Ronaldo, o treinador português reconheceu publicamente o peso histórico do camisa 7, chamando-o de símbolo de Portugal, mas também fez questão de afirmar que “o foco tem de ser a Seleção”.
Para Eugênio, esse tipo de posicionamento é necessário quando um treinador assume uma seleção recheada de jogadores consagrados.
Comparação com Jorge Jesus aumenta pressão sobre Ancelotti
O paralelo entre os dois treinadores mexe em uma questão sempre delicada no futebol: até onde vai o poder das estrelas dentro de uma seleção?
Cristiano Ronaldo possui um tamanho gigantesco em Portugal. Ainda assim, Jorge Jesus buscou deixar claro que o coletivo precisa estar acima das individualidades.
Segundo a leitura de Eugênio Leal, falta justamente uma postura parecida de Ancelotti no Brasil.
O comentarista não detalhou na declaração exibida qual jogador ou situação específica deveria ser enfrentada pelo italiano. O ponto central de sua crítica foi a suposta falta de coragem para “tocar na ferida” existente na Seleção Brasileira.
Isso torna a cobrança ainda mais abrangente.
Comandante de uma equipe nacional não precisa apenas escolher onze titulares. Também precisa administrar vaidades, definir funções e, quando necessário, bancar decisões impopulares.
No Brasil, essa responsabilidade ganha proporções enormes. Cada convocação gera discussão, cada ausência vira assunto e qualquer mudança envolvendo um jogador consagrado pode dominar o noticiário.
Ancelotti conhece bem ambientes de alta pressão depois de trabalhar com alguns dos maiores craques do mundo. Ainda assim, para Eugênio Leal, aquilo que funcionou nos grandes clubes europeus não está sendo suficiente na Seleção.
A comparação com Jorge Jesus serviu, portanto, como uma cobrança direta. Na visão do comentarista, não basta ter currículo: Ancelotti precisa mostrar pulso para tomar as decisões difíceis que o Brasil exige.








