Abel Ferreira voltou a defender Vitor Roque em meio ao momento de instabilidade vivido pelo atacante no Palmeiras. Ao comentar a fase do jogador, o treinador relembrou o período em que o camisa 9 enfrentou uma longa sequência sem conseguir corresponder às expectativas e afirmou que foi um dos principais responsáveis por protegê-lo quando as críticas aumentaram. Ao mesmo tempo, Abel deixou um recado direto: o clube pode oferecer apoio, mas Vitor Roque precisa assumir a responsabilidade de reencontrar seu melhor futebol.

“Sabem quem o aguentou nas costas durante 10 ou 15 jogos no ano passado, quando vocês diziam que ele era bagre? Eu!”, disparou o treinador.

A declaração evidencia a confiança que Abel mantém no atacante, mas também mostra uma mudança no tom. Se antes a prioridade era blindar o jogador, agora o técnico cobra uma reação individual para que Vitor Roque volte a ser decisivo.

Abel Ferreira lembra críticas e sai novamente em defesa de Vitor Roque

Vitor Roque convive com uma pressão elevada desde que passou a defender o Palmeiras. A expectativa em torno do atacante é grande e qualquer período sem gols rapidamente provoca questionamentos sobre seu rendimento.

Abel Ferreira, porém, deixou claro que conhece as dificuldades enfrentadas pelo jogador. O treinador classificou Vitor Roque como um jovem que ainda necessita de atenção e apoio para atravessar momentos complicados.

“Ele é um moleque, precisa de muito carinho e atenção, e nós estamos cuidando dele”, explicou.

A fala ajuda a compreender a postura adotada internamente pelo Palmeiras. Em vez de transformar a má fase em uma ruptura de confiança, a comissão técnica procura preservar o atacante e oferecer condições para sua recuperação.

Abel também utilizou as críticas recebidas anteriormente como argumento para defender sua gestão. Ao lembrar que Vitor Roque chegou a ser chamado de “bagre” durante uma sequência negativa, o português destacou que manteve o jogador respaldado mesmo quando parte da opinião pública questionava sua presença na equipe.

Para o treinador, portanto, uma fase ruim não é suficiente para apagar a qualidade demonstrada pelo atacante.

Abel cobra responsabilidade de Vitor Roque para superar a má fase

Apesar da defesa pública, Abel Ferreira não retirou a responsabilidade das mãos de Vitor Roque. Pelo contrário. O treinador ressaltou que existe um limite para aquilo que comissão técnica, companheiros e diretoria podem fazer.

“Agora, quem tem que colocar os pés ao caminho é ele. Há uma coisa que não depende de nenhum de nós: meter as mãos na massa. Isso depende só de uma pessoa”, afirmou.

O recado é claro: Vitor Roque continua tendo respaldo, mas precisa responder com trabalho e desempenho.

A cobrança representa uma característica recorrente do treinador português. Abel costuma proteger seus jogadores publicamente, principalmente os mais jovens, mas também exige comprometimento diário para manter espaço no elenco.

No caso de Vitor Roque, a pressão é ainda maior por sua condição de atacante e pela expectativa criada em torno de seu potencial. Gols acabam funcionando como o principal termômetro para avaliar sua fase.

Por enquanto, Abel Ferreira não demonstra intenção de abandonar o jogador. A confiança permanece, assim como o cuidado mencionado pelo treinador. Entretanto, suas palavras também deixam evidente que o próximo passo precisa partir do próprio atacante.

Depois de bancá-lo nos momentos de maior contestação, Abel espera que Vitor Roque transforme novamente confiança em desempenho e responda dentro de campo às críticas que voltaram a cercá-lo.