A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 não mudou o planejamento da Confederação Brasileira de Futebol. Nos bastidores, a CBF segue convencida de que Carlo Ancelotti é o nome ideal para conduzir a reconstrução da Seleção e liderar o projeto com foco no Mundial de 2030.

A avaliação interna é de que o treinador italiano possui currículo, experiência e prestígio suficientes para superar um início frustrante no comando da equipe. Para a cúpula da entidade, a contratação de Ancelotti sempre foi pensada como um projeto de médio e longo prazo, e não apenas para uma única competição.

Ao mesmo tempo, a CBF também reconhece que a eliminação não pode ser atribuída exclusivamente ao treinador. Internamente, há o entendimento de que a própria confederação contribuiu para um ciclo instável antes da chegada do italiano.

Nos últimos anos, a Seleção passou por mudanças frequentes no comando técnico, com Fernando Diniz, Dorival Júnior e até Ramon Menezes assumindo a equipe em diferentes momentos. A avaliação é que essa sequência de alterações dificultou a construção de um projeto sólido antes da chegada de Ancelotti.

CBF admite erros e também faz autocrítica sobre Ancelotti

Embora mantenha total confiança no treinador, a entidade entende que Ancelotti também tomou decisões discutíveis durante a Copa do Mundo.

Entre os pontos analisados internamente estão as alterações realizadas na partida contra a Noruega. As entradas de Neymar no segundo tempo e o deslocamento de Endrick para atuar pelo lado direito aparecem entre as escolhas que geraram debates dentro da própria comissão e da direção da CBF.

Ainda assim, essas decisões não foram suficientes para abalar a confiança depositada no técnico italiano.

A avaliação predominante é que um treinador do calibre de Ancelotti possui capacidade para corrigir os erros, evoluir junto com o elenco e conduzir um novo ciclo mais consistente.

Nova geração aumenta esperança para a Copa de 2030

Outro fator que alimenta o otimismo da CBF é o entusiasmo demonstrado por Ancelotti em relação à nova geração do futebol brasileiro.

Jogadores como Estêvão, Endrick e Rayan são vistos como peças fundamentais para o próximo ciclo. A expectativa é que esses atletas amadureçam nos próximos anos e cheguem à Copa de 2030 em um nível ainda mais elevado.

Além disso, a entidade considera um dos principais méritos de Ancelotti o crescimento de Vinícius Júnior com a camisa da Seleção. Apesar das oscilações durante o ciclo, o atacante apresentou boas atuações na Copa de 2026 e voltou a desempenhar um papel de protagonismo, algo que a comissão técnica considera um avanço importante.

Com esse cenário, a CBF acredita que o trabalho precisa de continuidade. Em vez de iniciar mais uma troca de treinador, a estratégia será manter Ancelotti no comando, corrigir os erros identificados durante o Mundial e investir na evolução da nova geração.

A confiança da entidade é de que estabilidade, planejamento e tempo de trabalho podem recolocar o Brasil na disputa pelo título mundial no próximo ciclo, encerrando um período de constantes mudanças e buscando devolver à Seleção o protagonismo esperado no futebol internacional.