A CBF decidiu agir nos bastidores após a polêmica envolvendo o gol anulado de Vinícius Júnior na partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo. A confederação enviou uma carta à FIFA protestando contra a decisão da arbitragem e cobrando maior consistência na aplicação dos critérios do VAR durante a competição.

No documento, a entidade brasileira demonstrou incômodo com a forma como o lance foi revisado e comparou a situação com outros episódios do torneio. Um dos exemplos citados foi o primeiro gol de Lionel Messi contra a Áustria, utilizado pela CBF para questionar a diferença de interpretação entre jogadas analisadas pelo vídeo.

Em um trecho da carta, a confederação destacou que a Copa vinha adotando uma postura de pouca interferência do VAR, respeitando a decisão inicial do árbitro de campo.

“Um aspecto que chamou nossa atenção foi a abordagem do VAR. Ao longo da Copa, parece ter havido uma clara ênfase em respeitar a interpretação do árbitro em campo e limitar a intervenção às situações que envolvam erros claros e evidentes”, diz o documento.

CBF cobra coerência e cita reação dos escoceses

A entidade brasileira também argumentou que a anulação do gol de Vini Jr. não seguiu a mesma linha adotada em outras partidas. Segundo a carta, a decisão surpreendeu não apenas o Brasil, mas também os próprios jogadores da Escócia.

“O gol anulado do Brasil contra a Escócia não parece estar alinhado com a filosofia adotada na competição”, afirmou a CBF.

A confederação ainda ressaltou que as reações imediatas dos atletas escoceses indicavam que eles não esperavam uma revisão nem a anulação do lance.

Escalação de César Ramos também virou alvo

Além do lance em si, a CBF reclamou da escolha do árbitro mexicano César Ramos para comandar a partida. A entidade lembrou que ele já havia apitado Brasil x Suíça na Copa de 2018, jogo marcado por polêmica envolvendo o VAR após a validação de um gol suíço em lance reclamado pelos brasileiros.

A carta aumenta a pressão sobre a FIFA e coloca a arbitragem novamente no centro do debate. Para a CBF, o pedido é claro: que os critérios sejam aplicados da mesma forma para todas as seleções.

Agora, a expectativa fica pela resposta da entidade máxima do futebol.