O São Paulo deu uma resposta firme ao Corinthians nas tratativas envolvendo o volante Alisson e deixou claro que não pretende facilitar a liberação do jogador para um rival direto. A diretoria tricolor apresentou uma contraproposta detalhada para aceitar o empréstimo do atleta até o fim de 2026, estabelecendo exigências financeiras consideradas rígidas e estratégicas, tanto do ponto de vista esportivo quanto institucional. De acordo com os termos definidos pelo São Paulo, o Corinthians teria de desembolsar R$ 1,5 milhão apenas pela cessão do jogador, valor fixo que funcionaria como uma compensação imediata pela liberação.
Além disso, o clube do Morumbi não aceita, em hipótese alguma, dividir os salários de Alisson durante o período do empréstimo. A exigência é clara: o Corinthians precisaria assumir integralmente os vencimentos do volante enquanto ele estiver defendendo o clube alvinegro, sem qualquer tipo de subsídio por parte do Tricolor.
A postura do São Paulo reflete não apenas a rivalidade histórica entre os clubes, mas também um cuidado especial para não se enfraquecer esportivamente ao reforçar um concorrente direto em competições nacionais.
Por isso, além da taxa inicial, a contraproposta inclui cláusulas adicionais que funcionam como mecanismos de proteção e valorização do ativo. A mais chamativa delas prevê o pagamento extra de R$ 2 milhões caso Alisson venha a atuar em partidas contra o próprio São Paulo durante o período em que estiver vinculado ao Corinthians. Portanto, o clube do Morumbi tomou uma atitude que vem dificultando o acerto entre atleta e Timão.
O São Paulo está plenamente ciente do desejo de Alisson em vestir a camisa do Corinthians, mas adota uma postura firme e estratégica diante da situação. A diretoria tricolor deixou claro que não trabalha com a hipótese de liberar o volante de forma gratuita, sobretudo em se tratando de um rival direto. Internamente, o entendimento é de que qualquer saída do jogador precisa gerar algum tipo de retorno financeiro ou esportivo que justifique a negociação.
Esse posicionamento ganhou ainda mais força após as tentativas frustradas de costurar um acordo envolvendo troca de jogadores entre os clubes. Em um primeiro momento, as conversas avançaram no sentido de uma transferência definitiva, na qual atletas do Corinthians seriam incluídos como parte da compensação. A ideia era equilibrar o negócio sem a necessidade de um alto investimento financeiro imediato por parte do clube alvinegro. No entanto, o cenário mudou rapidamente. Postura do técnico do Crespo com o atleta de 32 anos também chama a atenção em meio a essa negociação.
Em meio ao cenário de negociações e indefinições sobre seu futuro, a situação de Alisson dentro do São Paulo tem sido cada vez mais emblemática. Nesta temporada, o volante atuou apenas 45 minutos com a camisa tricolor, número que evidencia claramente a perda de espaço no elenco e o distanciamento entre o jogador e os planos esportivos da comissão técnica. Além disso, Alisson sequer foi relacionado para os dois últimos compromissos da equipe, reforçando a percepção de que sua utilização passou a ser considerada secundária no contexto atual.
A ausência nas convocações não é tratada internamente como algo pontual ou circunstancial. Pelo contrário, ela está diretamente ligada ao momento vivido pelo atleta e às conversas em andamento nos bastidores. O São Paulo entende que, diante do desejo manifestado pelo jogador de atuar no Corinthians e das negociações abertas entre os clubes, a manutenção de Alisson no dia a dia da equipe poderia gerar instabilidade, tanto no ambiente interno quanto na gestão do elenco.
20/01/2026
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