A disputa entre Cruzeiro e Flamengo ganhou contornos jurídicos e financeiros fora das quatro linhas. O embate envolve o meia Gerson, avaliado em 27 milhões de euros (cerca de R$ 168 milhões), e um processo judicial movido pelo clube carioca que cobra R$ 42,7 milhões por suposto descumprimento contratual. O caso veio à tona nesta temporada, com desdobramentos no Rio de Janeiro, e foi revelado pela RTI Esporte.
O Flamengo acusa irregularidades na saída do atleta rumo ao Zenit, enquanto o Cruzeiro entrou em cena ao oferecer respaldo jurídico completo a Gerson. A decisão partiu de Pedro Lourenço, dono da SAF cruzeirense, como forma de garantir defesa plena ao jogador durante a tramitação do processo, que corre em sigilo na 25ª Vara Cível do Rio. A medida acirra a rivalidade e explica o porquê da briga ganhar dimensão nacional.
Segundo a RTI Esporte, o Cruzeiro decidiu bancar a defesa jurídica de Gerson como medida institucional. A SAF entende que o atleta precisa de tranquilidade para atuar, sobretudo por se tratar de seu principal investimento esportivo para a temporada. A decisão não interfere no mérito da ação, mas protege o jogador.
Internamente, a leitura é clara: qualquer impacto extracampo pode afetar rendimento e patrimônio. Ao assumir o suporte, o clube mineiro prepara o terreno para o próximo capítulo, que envolve o entendimento do Flamengo sobre a transferência ao futebol russo.
O Flamengo sustenta que houve rompimento irregular de cláusulas contratuais no momento da ida de Gerson ao Zenit. A diretoria rubro-negra alega prejuízo esportivo e financeiro, apontando participação ativa do atleta na condução da rescisão antecipada do vínculo.
A ação inclui também a FGM Sport, empresa ligada a Marcos Antônio da Silva (Marcão), pai e empresário do jogador. De acordo com o clube carioca, a empresa teve papel central nas tratativas, o que motivou a judicialização. Essa ampliação do polo passivo adiciona tensão ao caso e chama atenção do mercado.
O investimento do Cruzeiro em Gerson explica a postura firme: foram 27 milhões de euros (R$ 168 milhões) pagos ao Zenit, além de bônus. Trata-se da principal contratação da SAF para o ano, o que eleva o cuidado com qualquer risco jurídico.
Enquanto o processo corre em sigilo, Flamengo e Cruzeiro monitoram cada movimento. O valor cobrado na ação (R$ 42,7 milhões) e a magnitude do investimento transformam a disputa em um dos embates extracampo mais relevantes do futebol brasileiro recente.
Ao assumir a defesa de Gerson, o Cruzeiro envia um recado claro ao mercado: seus atletas terão proteção institucional, mesmo contra rivais poderosos. A postura reforça a imagem da SAF e busca blindar o elenco de turbulências.
Do outro lado, o Flamengo mantém a linha dura para defender seus interesses. Com o caso ainda em tramitação, os clubes aguardam os desdobramentos. A tendência é de novos capítulos, com impactos que podem ir além do judiciário e influenciar relações futuras no mercado da bola.
21/01/2026
21/01/2026
21/01/2026
21/01/2026
21/01/2026
20/01/2026
20/01/2026
20/01/2026
20/01/2026
20/01/2026
20/01/2026
19/01/2026
19/01/2026
19/01/2026
19/01/2026
19/01/2026
19/01/2026
19/01/2026