Série A

Saiba como o Furacão pretende atrapalhar o Coritiba

Furacão entrou na justiça contra recuperação judicial do rival

Petraglia - Presidente do Athletico PR
Petraglia - Presidente do Athletico PR

A rivalidade entre Athletico Paranaese e Coritiba parecem estar mais acentuadas em 2022, os clubes do Paraná não conseguem criar uma relação amistosa nos bastidores de duas diretorias intensamente conflitantes. Em mais um novo episódio, o Furacão decidiu entrar na Justiça contra o acordo de recuperação judicial apresentado pela diretoria do Coxa.

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A informação revelada pelo UmDois Esportes, diz que o Athletico pretende impugnar o plano de recuperação judicial pretendido pelo Coritiba por uma dívida do clube alviverde com o Furacão de 2017. O departamento jurídico do atual campeão da Sul-americana discorda dos valores apresentadores pelo Coxa.

Segundo a proposta, haverá um desconto entre 45 e 70% do valor final da dívida, o que é encarado pelo jurídico do Furacão como uma espécie de ‘calote’, principalmente sobre o prazo inicial para o pagamento desse valor. O Coxa só iniciaria os pagamentos em 24 meses sem qualquer acréscimo de juros.

O Coritiba tem cerca de 271 mil reais em aberto com o Athletico devido a um processo judicial perdido em 2017,  pelo descumprimento de contrato de aluguel do estádio Couto Pereira no mesmo ano. O não cumprimento ocorreu quando a Arena da Baixada recebeu uma partida da Liga Mundial de Vôlei e o Furacão precisou mandar seu jogo, pelas oitavas de final da Libertadores, na Vila Capanema.

Advogados do Furacão citam descumprimento da legislação

Os advogados do clube, Fernando Vernalha Guimarães e Luiz Fernando Casagrande Pereira, criticaram a recuperação judicial do Coritiba alegando que o clube alviverde pode descumprir a legislação sobre o tema, “Isso se pode afirmar, porque na prática, o deságio proposto – frisa-se, superior a 50% da dívida –, possibilita que a Recuperanda (Coritiba) pague aos seus credores valor inferior ao que estipulado nas sentenças condenatórias ou designado em lei. É dizer: a Recuperanda busca ser premiada pela sua desobediência à legislação”.

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Jorge Dias

Jornalista formado pela Universidade P. Mackenzie em 2013, mas atuo desde 2008 com textos esportivos. Já trabalhei no Diário Lance! como diagramador e jornalista, de 2010 a 2016. Escrevi para Surto Olímpico, Bola Parada, Torcedores.com e Punteiro Izquierdo.+ info

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