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Campeão mundial pelo Corinthians, hoje sobrevive dando aula para tribo indígena

Por Romario Paz

Campeão mundial pelo Corinthians, hoje sobrevive dando aula para tribo indígena

Ele conquistou o mundo com o Timão em 2000 e hoje leva uma vida muito diferente

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A história de José Satiro do Nascimento, carinhosamente conhecido como Índio, é tão rara quanto encontrar um líder indígena em uma grande corporação ou representando seu povo no Congresso Nacional. Para muitos, Índio é lembrado como o herói que conquistou o bicampeonato brasileiro em 1998 e 1999, além do Mundial de Clubes de 2000, vestindo a camisa do Corinthians.

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Nascido em Palmeira dos Índios, Alagoas, Índio compartilha semelhanças notáveis com outra lenda do futebol brasileiro, Mané Garrincha. Ambos alcançaram a grandeza no esporte apesar de origens humildes, simplicidade e pobreza, atuando na lateral direita dos gramados.

A infância de Índio foi marcada por desafios na roça, onde trabalhou desde cedo plantando e colhendo para ajudar sua família. Um conflito familiar, envolvendo seu pai, Cacique José Sátiro, quase resultou em uma tragédia. Posteriormente, a família Xucuru Kariri, da qual Índio faz parte, foi transferida para uma reserva indígena na Bahia, onde ele deu seus primeiros passos rumo ao futebol profissional.

Por meio de uma peneira organizada pelo Vitória em Paulo Afonso, Bahia, Índio foi descoberto e, aos 17 anos, se mudou para São Paulo após chamar a atenção do Corinthians. Sua jornada no clube paulista foi marcada por conquistas e uma transformação significativa em sua vida.

Em 2022, uma reportagem dos canais ESPN acompanhou Índio revisitando sua aldeia, Xucuru Kariri, mostrando a vida de um ídolo do futebol brasileiro que retornou às suas raízes. A visita incluiu entrevistas com familiares, ressaltando as dificuldades enfrentadas pela família Xucuru Kariri.

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Índio tornou-se professor de escola de aldeia indígena

A reportagem destacou a importância da Funai (Fundação Nacional do Índio) na transferência da comunidade para uma nova terra em Minas Gerais, onde, atualmente, cerca de 150 Xucuru Kariri vivem em uma área de 40 alqueires. Índio, após sua carreira no futebol, tornou-se um professor na escolinha da aldeia, contribuindo para o desenvolvimento das crianças e jovens.


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